Já viste que giro?Adoro-te*
We all live in a yellow submarine, yellow submarine, yellow submarine - este submarino é meu e este é o meu diário de bordo!
À Anna, minha gémea. Por ter aceite entrar na maioridade ao meu lado! Foi mesmo porreiro! Parabéns a ti também!
À Lara, por ter aguentado aquelas 24 horas sem me chamar "trenga". Porque nos vamos juntar e fazer o GACUP! Porque estamos sempre na galhofa. Porque não bebemos, não fumamos, e só tomamos "café"! (Por ter ouvido o Ed!)
Ao Zé Luís, por não ter hesitado vir conhecer uma amostra do mundo sobre o qual não me canso de falar.
(Aos três últimos, também por estarem a partilhar comigo esta nova fase das nossas vidas. Por lermos o horóscopo juntos, por sermos "renegados" juntos, por estarmos sempre a rir, principalmente da prof. de Álgebra!)
À Bá, por ser uma rapariga de Letras, de alma e coração, tal como eu (tento) nas horas vagas.
À Ana, ao Manel e ao Rahul, meus pseudo-primos. Pessoas que eu conheço desde sempre, amigos com quem já passei os momentos mais divertidos e por isso, primos melhores que quaisquer outros! Obrigada por todos os dias de galhofa!
A todos e mais algum, um enorme Obrigada!
will.i.am"
Letra aqui.
A menos de um mês das eleições nos Estados Unidos, aventuro-me a falar de um tema sobre o qual pouco sei. Interesso-me por política. Não fervorosamente, mas gosto de saber o que se passa no país e no mundo.
E, dentro de 3 semanas, no dia 4 de Novembro, o mundo vai parar. Vai sentar-se no sofá e ouvir o povo americano. Ficaremos a sabem quem vai substituir George W. Bush na Casa Branca.
Sempre que acho que não me conseguem surpreender mais, os Americanos arranjam uma forma qualquer de me deixar boquiaberta.
Ponho as minhas dúvidas que voltem a eleger um candidato Republicano, mas, por outro lado, toda a gente achou isso antes das eleições de 2004. E o resultado foi mais 4 anos inteiros de Bush. Se foram capazes disso, ninguém garante que não serão capazes de "pedir" mais 4, ou até 8! Burros como são...
Há videos no YouTube em que perguntam a pessoas na rua o que acham de Barack Hussein Obama e elas respondem que o homem é um perigo, que deve ser capturado o mais rapido possível! Como é possível! Gente, abram um jornal! Pronto, se calhar é difícil.. Então liguem a vossa querida televisão, mas informem-se!
O que me vai sossegando são as sondagens. Só espero que se mantenham assim só mais um bocadinho...!
(A música foi produzida pelo Will.I.Am a partir do discurso das primárias do Obama no New Hampshire. Um processo que costuma demorar meses, Will.I.Am reduziu a 48 horas, com a ajuda de vários amigos. A seguir publico tanto o discurso (são 13 minutos, mas vale a pena), como a explicação de Will.I.Am para a criação da música.)
Adoro-te Vizinha*
Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag. I'm not gonna move,
Got some words on cardboard got your picture in my hand,
Saying if you see this girl can you tell her where I am,
Some try to hand me money they don't understand,
I'm not... broke I'm just a broken hearted man,
I know it makes no sense, but what else can I do,
How can I move on when I've been in love with you...
Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'd come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
So I'm not moving... I'm not moving.
Policeman says son you can't stay here,
I said there's someone I'm waiting for if it's a day, a month, a year,
Gotta stand my ground even if it rains or snows,
If she changes her mind this is the first place she will go.
Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'd come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
So I'm not moving... I'm not moving.
I'm not moving... I'm not moving.
People talk about the guy
Who's waiting on a girl...
There are no holes in his shoes
But a big hole in his world...
Maybe I'll get famous as man who can't be moved,
And maybe you won't mean to but you'll see me on the news,
And you'll come running to the corner...
Cos you'll know it's just for youI'm the man who can't be moved
I'm the man who can't be moved...
Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'd come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
o I'm not moving... I'm not moving.
I'm not moving... I'm not moving.
Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag not I'm not gonna move.
The Man Who Can't Be Moved
The Script
Passaram segundos. Passaram dias. Passaram séculos espontâneos desde o meu último suspiro. E hoje é dia. Hoje não existem máscaras que corroem a agonia de sentir. Hoje não existe perdão capaz de soltar o grito efémero da saudade. Hoje estou diferente, sinto-me diferente, ouço de maneira diferente. Hoje é dia de voltar a escrever por gosto. Hoje é dia de voltar a soltar suspiros carentes de palavras. Não atingi, porém, o topo. Não estou no limiar da felicidade, nem cobiço mais do que este estado de nostalgia, que não é mais do que um misto de serenidade e contentamento. Eu tenho-te. Eu sei que te tenho todos os nossos dias. Eu sei que posso sempre recorrer ao que uns dizem ser "O Segredo", e tu voltas como que instantaneamente a assaltar a minha alma, só tu e eu, sós. Não acredito que não penses em mim dez segundos por dia. Não acredito que me troques por programas evasivos ou por listas de compras rabiscadas em três tempos. Não posso sequer consentir que não amas tudo isto no que me tornei, e por isso, hoje é dia de ter certezas. Deixei de desenhar ressentimentos, deixei de pintar as minhas telas bolorentas em tons frios e sinuosos. Esqueci fobias antigas, esqueci olhares insignificantes e acabei de esquecer as "bocas" daqueles que para mim nada representam. Hoje, hoje é dia de me entregar de corpo e alma a um novo rumo, um rumo traçado numa folha de linhas, com uma caneta azul, e com a tua mão a segurar na minha.
Aos vinte e cinco de Agosto,
Ricardo Leitão.
Depois de muito tempo a tentar fechar um capítulo, encontrei a minha solução. Ironicamente, aconselhando sobre fechar capítulos.
Não posso forçar um capítulo a fechar-se. Não me posso obrigar a esquecer-te... Aliás, esquecer não é propriamente o termo. Li algures "Não digas que esqueceste - diz apenas que já consegues falar sem chorar"! Não te quero esquecer, nem tudo aquilo que passámos, bom ou mau, porque tudo isso me ajudou a crescer. E não posso simplesmente ignorar tudo aquilo que aprendi. Quero, acho que sim, que me sejas indiferente. Neutralizar-te, para poder avançar com a minha vida.
O que quer que eu queira, não interessa muito. Não me consigo obrigar a nada. Concluí que os capítulos têm uma maneira de se fecharem sozinhos. Nós nada podemos para acelerar o processo. Lentamente, o tempo passa, a mente ocupa-se com outras coisas, outras pessoas, e, quando damos conta, há coisas que já não têm a mesma importância. Simplesmente, estão lá no fundo, quietinhas...Até que, um dia, (espero eu) deixam de estar! Espero eu, porque sei que há sempre alguma coisa - uma música, uma expressão, qualquer coisa - que as catapulta para a frente, mais uma vez. E aí, recomeça o processo. No entanto, já reparei, cada vez mais fracas, estas memórias já não têm o mesmo impacto. E torna-se cada vez mais fácil empurrá-las para o seu canto. E cada vez mais próximo está o dia em que, sem darmos conta disso, elas vão-se.
Mas é assim, não podemos obrigar um capítulo a fechar-se. Resta-nos esperar. Ele há de se fechar sozinho.
Hoje, olho para mim e vejo que já esperei demais. Acho que o meu tempo de espera está a chegar ao fim. Estou-me a aproximar novamente daquilo que era.
Aquela miúda que chegava sorridente, fizesse chuva ou sol. A primeira a mergulhar no (gélido) mar de Moledo. Aquilo que eu julgava ter perdido, está a voltar a mim. Só ainda não consigo chorar nos filmes. Perdi a minha lamechiçe.
Vai daí, deve estar só adormecida!