quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Penso...

Penso, logo existo (como substância pensante) – Réné Descartes.

NÃO! Hoje não! Hoje não penso, não é dia de pensar. Hoje apenas me lembro. Lembro-me bem! Lembro-me das nossas brincadeiras, das nossas frases e expressões, das nossas aventuras culinárias, de tudo o que passámos, das memórias que (acho eu) ainda hoje partilhamos. E, automaticamente, lembro-me da dor. Aliás, já nem é dor. Agora é apenas mágoa. Mágoas de, depois de tudo, ter "sobrado" um bocado de “nós” (um bocado sem mim), do tempo, que, tal como diz a Marta, agora me parece desperdiçado com pessoas que não o mereciam, de não saber ao certo onde começa a mentira. Por vezes pergunto-me, se alguma vez fomos realmente amigas, ou se era apenas uma ilusão minha (mais uma…), e de tantas outras pessoas. Parece que nunca saberemos…não é?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Obrigada Benedita!

"Talvez eu venha a envelhecer
rápido demais.
Mas lutarei para que cada dia
tenha valido a pena.

Talvez eu sofra inúmeras desilusões
no decorrer de minha vida.
Mas farei que elas percam a importância
diante dos gestos de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças
para realizar todos os meus ideais.
Mas jamais irei considerar-me um derrotado.

Talvez em algum instante
eu sofra uma terrível queda.
Mas não ficarei por muito tempo
tombado no chão.

Talvez um dia o sol deixe de brilhar.
Mas então irei banhar-me na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.
Mas terei humildade para aceitar as mãos
que apontarão na minha direcção.

Talvez numa dessas noites frias,
eu derrame muitas lágrimas,
mas não terei vergonha por esse gesto.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar
que em algum lugar alguém merece
a minha confiança.

Talvez com o tempo
eu perceba que cometi grandes erros.
Mas não desistirei de continuar trilhando
o meu caminho.

Talvez com o decorrer dos anos
eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que aqueles que
realmente são meus verdadeiros amigos,
nunca estarão perdidos.

Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.
Mas irei continuar plantando a semente
da fraternidade por onde passar.

Talvez eu fique triste ao concluir que
não consigo seguir o ritmo da música.
Mas então, farei que a música siga
o compasso dos meus passos.

Talvez hoje eu me sinta fraco.
Mas amanhã irei recomeçar, nem que
seja de uma maneira diferente.

Talvez eu não aprenda todas
as lições necessárias.
Mas terei a consciência que
os verdadeiros ensinamentos
já estão gravados na minha alma.

Talvez eu me deprima por não ser
capaz de saber a letra daquela música.
Mas ficarei feliz com as outras
capacidades que possuo.

Talvez eu não tenha motivos
para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar
com as pequenas conquistas.

Talvez a vontade de abandonar tudo
se torne a minha companheira.
Mas ao invés de fugir,
irei correr atrás do que almejo.

Talvez eu nunca consiga descobrir
um arco-íris.
Mas aprenderei a desenhar um,
nem que seja dentro do meu coração.

Talvez eu não seja exactamente
quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.

Porque no final saberei que,
mesmo com incontáveis dúvidas,
eu sou capaz de construir
uma vida melhor.

E se ainda não me convenci disso,
é porque como diz aquele ditado:
"ainda não chegou o fim".

Porque no final não haverá
nenhum "talvez" e sim a certeza
de que a minha vida valeu a pena
e eu fiz o melhor que podia."




Obrigada Benedita, por tão belas palavras que, do nada, pintaram um sorriso nos meus lábios! Hoje foi um bom dia, mas ao abrir o mail, tornou-se um dia melhor! Ainda não sabia do que se tratava, mas senti-me feliz. Ainda bem que se lembrou de mim. É bom saber que no meio deste mundo doido, ainda temos tempo para nos lembrarmos das Amigas!

Muito obrigada por tudo!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Tu é que pediste!

Queres defeitos?
Gozas com ela, e acha-la sinistra (que escândalo!). Levas tudo a mal. És uma chata! Tens desdém à música quem mais me faz vibrar, e não te cultivas. Tens a mania que és gorda. E ainda por cima, insistes em chamar-lhe aquilo que eu já te pedi milhões de vezes para não chamares. Não consegues perceber que isso só me leva às memórias de uma fase da minha vida que já passou, acabou com muita pena minha. Foi pelo melhor, agora vê-se, porque eu não quero ser como aquilo que agora vejo. Mas a verdade é que ainda tenho algumas saudades. Olhando para trás só penso no tempo que desperdicei e acredita custa. E não é só a mim!
Posto isto, suponho que queiras qualidades...
Queres saber por que pequeno pedaço de ti é que eu te adoro. Sinceramente - não sei! Tens imensas qualidades, mas o conjunto é que faz de ti aquilo que és. É como um novelo, que não é possivel desfazer... Não sei separar as tuas qualidades e dizer de qual é que mais gosto... Desculpa. Só sei, e isto tenho a certeza, que Tu és Tu. E isso, para mim, basta.
No entanto, tenho pena. Pena que aches que o facto de satisfazer com o "tu seres tu" é pouco, depois de ter escrito aquele parágrafo "enorme" de defeitos. Pena que não percebas o contraste. Alterei o texto uma primeira vez porque também não estava do meu agrado. Não o altero uma segunda vez só porque não vês o sorriso com que escrevo para ti!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

7h da manhã e ...

O despertador toca. Ela salta da cama e corre para o chuveiro. Em 10 minutos fica pronta. "Mãe, despacha-te, vamos chegar tarde!" A mãe, muito vagarosa, preferia que o dia não tivesse chegado. "É hoje, o dia em que a minha pequena deixa o ninho...Tinha mesmo que ser hoje?"
E passado algum tempo, já no local da partida, despedem-se. Ela está muito feliz, já nem se lembra das saudades que a angustiavam no dia anterior. A mãe, por sua vez, continua com aquele aperto no coração...
- Não te preocupes, que vai correr tudo bem. Eu ligo mal lá chegue!
- Eu sei que sim...Vai lá ter com os teus amigos, e faz boa viagem!
- OK! Vou ter saudades tuas...
- Eu também!
Depois de um longo abraço, ela corre e acena à mãe. A mãe acena à carrinha que se afasta, dá meia volta e limpa a lágrima teimosa que lhe corre pela face.

A minha adaptação do que se passa hoje...
Boa Viagem Isabelinha!
Benedita, já sabíamos que este dia ia chegar...Mas ela volta!
Margarida Feijó
11-02-2007

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

You've got a friend!

When you're down and troubled
And you need some lovin' care
And nothing, nothing is going right
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest night
You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend
If the sky above you
Should turn dark and full of clouds
And that old north wind should begin to blow
Keep your head together
And call my name out loud
Soon I'll be knocking upon your door
You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running, running and running, to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you got to do is call
And I'll be there
Ain't it good to know that you've got a friend
When people can be so cold
They'll hurt you, and desert you
They'll take your soul if you let them
Oh, but don't you let them
You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend
Não sei que mais dizer! Só sei que falar consigo me deixou atrapalhada - quando eu estive em baixo, soube dizer-me as palavras certas, e ajudou-me imenso, e estou-lhe muito grata por isso. Agora que está mais em baixo, não sei o que fazer! Quero retribuir e não sei como, sinto uma impotência enorme...Espero que se anime, pois o seu positivismo é como um pilar na minha vida. É graças a si que hoje posso dizer que estou feliz!
Muito obrigada!
Milhões de beijos***

domingo, 21 de janeiro de 2007

O texto do comboio...

Aquelas que me acolheram nas suas salas e me deram a conhecer os meus primeiros amigos.

Aquelas que me ensinaram a ler poesia, a escrever a minha vida, a somar as alegrias, a subtrair as maldades, multiplicar o amor e dividir o carinho.

Aquelas que durante anos se cruzam comigo, nos corredores, na rua, nos intervalos, e não deixam de me sorrir.

Aquelas que, provavelmente, já nem se lembram de mim, mas de quem eu nunca me vou esquecer (as caras já são uma neblina, mas as memórias são cristalinas!)

Aquelas que durante horas a fio me ensinaram e partilharam comigo a sua sabedoria.

Aquelas que marcaram pela positiva, pela bondade, pela atenção, pelos sorrisos, pela competência e pela saudade que deixam.

Aquelas que marcaram pela neutralidade, por não terem grande relevância, mas que lá estavam.

Aquelas que marcaram pela negativa, porque não me agradavam, talvez, só por estarem a substituir, desintencionalmente, aquelas que me agradavam, o que me parecia uma tentativa de usurpar o seu lugar em mim.

Aquelas que oscilaram, escalaram e escorregaram na minha consideração.

Aquelas que surgiram ocasionalmente, não-oficialmente, por isto ou aquilo.

Aquelas que , ainda hoje, me vêem, me dizem Olá!, me abraçam, me ouvem e me dizem, mais uma vez, palavras sábias.

Sim, são aquelas pessoas, as professoras e professores que, ao longo desta curta existência, já passaram por mim, a quem quero agradecer muito, por serem como são e me terem ajudado e ensinado a ser como sou hoje. Àquelas pessoas todas, (já devem rondar a centena...) àquelas marcas que foram deixadas em mim ao longo dos anos e me apoiaram na contrução da pessoa que tento ser - OBRIGADA!
Margarida Feijó
(escrito ao longo de uma viagem de comboio de 3 horas) 20-01-2007
(aperfeiçoado em casa) 21-01-2007

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Caminha...Sorri.

"Caminha...
Traça o teu destino, lentamente. Dia-a-dia!
Sonha. Sorri. Age. Vibra.
Não te deixes ficar pela passividade do aceitar!
Discorda. Questiona. Indaga.
Corre o mundo... O Universo! Tudo o que existir...
A tua resposta está aqui?! Quem to garante?!
Se calhar o teu olhar esboça-se num outro local. Mas o teu corpo não. E isso não é fácil de aceitar.
Porque não consegues sair de ti! Dividir-te.
Seres duas pessoas numa só!
Seres duas almas que se completem.
Mas isso é uma aprendizagem. Que se apreende! Que se adquire.
Se lutares...
Com luta tudo é mais fácil... Ou será mais difícil?!
Tenta. Responde-me tu!
Não aguardes que alguém te diga.
Encontra a essência da resposta por ti mesmo.
Avança. E se for preciso, recua.
Sorri, mesmo para isso tenhas que chorar.
Vibra, mesmo que para isso tenhas que sofrer.
Grita. Fala. Canta. Dança. VIVE!!
E agarra a felicidade...
Ela está aí...
...sim, mesmo aí!
Não a viste??? Então corre...
Talvez ainda a apanhes!"

Por Francisco Coelho
10-01-2006


Para mais, consultar www.fotolog.com/xikinho_hop

sábado, 6 de janeiro de 2007

Tributo à rabanada.

Comi a última rabanada da casa...Eis um tributo à sua memória!


Adeus, calda brilhante.
Adeus, pau de canela reluzente.
Adeus, fatia de pão dourada.
Adeus...? Não! Até Dezemembro!


Margarida Feijó
6-1-2007

Força aí (Só por hoje).

(Só por hoje, só durante este bocadinho, vou tratá-la por "tu". Pode ser? Obrigada)
Foi naquela mesa, onde estávamos nós (e um bolo de chocolate, por ti assassinado) à conversa, que vi. Conversámos. E eu ouvia-te, a falar de quem amas. Eu ouvia-te, olhando-te, vendo nos teus olhos a tristeza. Sim, lá no fundo e profundo do teu olhar, cuja cor agora não sei. (Tanto olhei que vi nos teus olhos uns outros olhos, que conheço de cor, de cor também incógnita. Uns outros olhos cansados e doces que vislumbro ocasionalmente.) Foi sem dúvida aí que entendi. Já deves ter ouvido que os olhos são o espelho da alma. Pois foi nesse espelho, embaciado, para que ninguém se apercebesse, que eu vi a tua tristeza! Força aí! Anima-te! Acredito que tens força para ultrapassar isto. Tens garra! Não é preciso muito para o perceber. E não te preocupes, se esses olhos meigos verterem lágrimas, pois eu terei sempre um lenço para os limpar. Já me disseste "quem tem amigos tem tudo!". Pois aqui me tens, para o que der e vier.
Um beijo*
Margarida Feijó
(produto de vários dias em quem pensei em ti)

sábado, 30 de dezembro de 2006

Deu-me!

I never thought one day you'd be gone,
away forever more
No one can say, no one could explain why you were taken
[...]
It's time to say goodbye
Block out the sun and pack up the sky
Don't let my tears start to make you cry
Each time I try to say my goodbye
[...]

Goodbye - The Corrs

[...]
I don't forget you
Oh it's so sad
I hope you can hear me
I remember it clearly

The day you slipped away
Was the day I found
It won't be the same
[...]

Slipped Away - Avril Lavigne

How can I just let you walk away?
Just let you leave without a trace?
When I stand here taking every breath with you
[...]
How can you just walk away from me?
When all I can do is watch you leave?
'Cause we shared the laughter and the pain
and even shared the tears
[...]
I wish I could just make you turn around
Turn around and see me cry
There's so much I need to say to you,
So many reasons why
[...]

So take a look at me now
'Cause there's just an empty space
And there's nothin left here to remind me
just the memoryof your face
Take a look at me now
[...]

Against all odds - Phil Collins

Para já, só me lembrei disto. Talvez mais tarde, ouça outras coisas que te tragam à minha memória, por mais que eu não queria. Mas por agora, é só isto.

Margarida Feijó
30 e 31/12/2006


quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Capuf!


Foi-se. Morremos. O "nós" foi assasinado. Eu sei disso. Tu sabes disso. Ou pelo menos, devias saber. Afinal de contas, és tu o culpado deste homicídio. Sim, porque também deves saber que não foi natural. Foi forçado. Tu forçaste! Voçês forçaram. E não tinham esse direito. No entanto, não hesitaram em pôr em práctica o vosso meticuloso plano, aparentemente inofensivo, mas que , agora, me atira à cara, com todas as forças, todos os vestígios da vossa premeditação. É, sem dúvida,cruel.

Agora vivo com o medo das nostálgicas memórias ("mas por que raio é que eu tenho tão boa memória?!") de tudo o que passámos, que me assaltam variadíssimas vezes durante o dia. Porque é que tenho tantas histórias para contar, e porque é que estás sempre lá? Porque é conseguiste avançar sem mim e porque é que eu não consigo esquecer-te definitivamente? É INJUSTO. Vivo dentro da música, dizendo "Realmente, foi isto que aconteceu. Está tudo dito!" Não quero. Quero paz, sossego, para mim e para os meus. Para quem me ajudou. Para quem apanhou os meus bocados e voltou a colar-me. Para quem está aqui comigo, e me merece no meu melhor, que eu já não consigo dar.
E tenho pena, de não poder dar a quem quero o melhor de mim, porque o gastei contigo. NÃO É JUSTO. If I knew then what I know now! Teria tudo sido diferente. Menos rancor. Menos raiva. Menos lágrimas.Quiçá melhor, mais pacífico. Sim, teria sido bem melhor!


Margarida Feijó
20-12-2006

sábado, 2 de dezembro de 2006

Porque, um dia, alguém grande me disse...


"Porque parar de sonhar é morrer"



E esse alguém foi a minha
queridíssima Betty, a quem dedico todo este pensamento.
Fica a saber que te adoro!
O sonho. Eu sonho. Sonho muito. Mesmo quando não estou a dormir. Sonho com um mundo melhor que este, onde não há violência, nem aquecimento global, nem fome, nem pobreza, nem crianças abandonadas. Eu sonho que posso fazer a diferença. Eu sonho alto. Eu sonho com uma Utopia. Sonho, porque sonhar faz bem. Sonhar dá-me esperança, que um dia, todos os males do mundo acabem, que as hipocrisias e as superficialidades sejam banidas da sociedade de uma vez. Sonho. Simplesmente, sonho. Porque sonhar nunca fez mal a ninguém. Porque sonhar dá-me força para viver. Força para seguir em frente. E além disso, "Parar de sonhar é morrer"
Margarida Feijó
02-12-2006

Pedra Filosofal.


Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

É simples.

Oh, Oh
Im not missing you
Been through just about everything that I could go through
When it comes to relationships
Dont know what I was missing or why I aint listen
When I told myself that was it
Now here I go, hurt again
Cause of my curiousity
Now that its over
What else could it be he just had to cheat
I made a promise never to settle
Why didnt I keep it?
Cause I hated the heartbreak
Crying and cheating, the fooling around
(But) Im not missing you
Im not going through the motions
Waiting and hoping you call me
I'm not missing you
You might have had me open
But I must be going because
I got life to do
I know I'm usually hanging on
I used to hate to see you gone
But this time its different
I dont even feel the distance
Im not missing
Im not missing you
Its a shame in a way cause
I feel that I may not ever find the right one for me
Did I leave him, is he right in front of my face oh
Will my true love ever be?
Why would I go on a search again
When I know what the end will be
What good is love when it keeps on hurting me?
I made a promise never to settle
Why didnt I keep it?
Cause I hated the heartbreak
Crying and cheating, the fooling around
No I cant be with you
Cause I'm scared felt like I was falling when you left me
I cant keep going through life
Unaware of what I missed
And the person I could be
Love's good when its right
And when it's left in your memory
All the times I let you down
I guess love will be nice for someone elses life
I'm not missing you!
I'm not going through the motions
Waiting and hoping you call me
(I'm not missing you)
You might have had me open
But I must be going because
(Oooh I got life to do)
I know I'm usually hanging on
I used to hate to see you gone
(I use to hate it!)
Oh different, feel the distance
I'm not missing
I'm not missing you
I'm not missing you - Stacie Orrico

E foi assim...

Era eu, eras tu. No fundo, eramos nós. E eles. Pois, eles também eram, e estavam lá. Tudo era perfeito, tirando os momentos em que era imperfeito. Pensando bem, eram vários os momentos imperfeitos, e longínquos os perfeitos. Mas sofrendo daquela cegueira, parecia-me tudo perfeito. E seguiamos assim. Até que parte deles ficou para trás. E tu disseste "Agora somos só nós!" e eu acreditei. Eramos, na teoria, nós. E aí, os outros apareceram. Tu nem gostavas assim tanto deles. Mas mudaste. Eles vieram e tudo mudou. Eu já não era. Eras tu. Tu, alguns deles, e os outros. Mas tu, já não eras a mesma pessoa. E desiludiste-me. "I never thought you'd be the one that would decieve me!" Mas foste. E fomos ficando. Cada um para o seu lado. E eu acordei. Agora não gosto de ti. Não és a pessoa que conheci. Nem eles. Nem nunca fomos o que eu julguei que tinhamos sido. Sempre foi uma fantasia minha. Sempre tinham sido só vocês.

Agora são vocês. Não me importo. Porque agora, eu faço parte de um nós. Um nós perfeito. Nós completamonos. Vocês são tristes. Dá pena olhar. São superficiais, e orgulham-se disso. Nós até somos meias esquesitas, mas somos juntas! Digam o que disserem, nós somos! E com prazer. Agora vocês...bem podem ir pentear macacos, que eu estou pouco importada. Porque agora, tirando os momentos em que estão vocês, eu sou feliz. Já não sou cega. Abri os olhos, acordei. Custou, mas acordei. Graças a muitas pessoas que me aconselharam e ouviram. E estou-lhes agradecida.

Margarida Feijó
1-12-2006

Tá..? Para que fique claro!

I don't need a
I don't need a man, I don't
I don't need a man
I'll get me through
'Cause I know I'm fine
I feel brand new
I don't need a
I don't need a man,
I don'tI don't need a man
I'll make it through
'Cause I know I'm fine
Without you!
I don't need a man to make it happen
I get off being free
I don't need a man to make me feel good
I get off doing my thing
I don't need a ring around my finger
To make me feel complete
So let me break it down
I can get off when you ain't around
Oh!
I don't need a man (I'm over you)
I don't need a man (I'm over you)
I don't need a man
(I'm without you)
(I'm over you)
I don't need a man
I don't need a man
I don't need a man
Excerto de I don't need a man, Pussycat Dolls

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

R.E.S.P.E.C.T.

Respeito
Respeito-me a mim
Respeito-te a ti
Respeito o próximo
Respeito o igual
E respeiro o diferente
Respeito o conhecido
E o desconhecido também
Respeito quem gosto
E quem desgosto também.
Respeito o que percebo
Respeito o que não percebo
Respeito o que não é para perceber
Respeito, poque quero ser respeitada.
E no final do dia, nem custou assim tanto.

Margarida Feijó
23-11-2006

sábado, 18 de novembro de 2006

Desculpa, mas só agora é que me inspirei!

Tu eras aquele que ia comigo, quando mais ninguém queria, nos típicos e tão conhecidos dias de nevoeiro daquela praia, que é só nossa, da qual tanto gostamos, mergulhar e nadar, naquela água fria, que só nós aguentamos, e naquelas ondas, tão parecidas com os nossos cabelos, que competiam para saber quais os mais longos.
Só por isso, um grande obrigada!


Ao Manel, "amigo de todas as gerações", que nos (ME) deixou (há algum tempo) de quem me lembro, e me faz falta!



Margarida Feijó
18-11-2006

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

À menina do diploma que tem um relógio igual ao meu.

Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traze tinta encarnada para escrever estas coisas!
Tinta cor de sangue, sangue verdadeiro, encarnado!
Mãe!
Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens!
Eu vou viajar.
Tenho sede!
Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um.
Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa.
Depois venho sentar-me ao teu lado.
Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe!
Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado!
Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa.
Como a mesa.
Eu também quero ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe!
Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!
A invenção do dia claro - Almada Negreiros
Não há dúvida que foi o melhor da festa! Não te esqueças de mim, que eu não me esqueço de ti. (=

sábado, 21 de outubro de 2006

Às minhas meninas.

Muito obrigada! Vocês fizeram de ontem o melhor aniversário de sempre. Cada uma à sua maneira, a minha maneira preferida. Adorei (quase) todos os momentos... Quase, porque nos choveu em cima, e houve outros precalços...MAS - o preenchimento das fichas... as dedicatórias no individual... os abraços de compaixão...e acima de tudo, os sorrisos. Sorrisos...muitos sorrisos à minha volta. O vossos sorrisos! Fizeram com que tudo, mas mesmo tudo, valesse a pena.

Obrigada!

Margarida Feijó
21-10-2006