Ben e Rafi Fine são dois irmãos que fazem vídeos e têm a particularidade de ter um dos maiores canais do YouTube, com 6 milhões de "seguidores". Eu incluída.
Ao longo dos últimos anos, os manos Fine ganharam fama pelos seus vídeos React. Primeiro com o Kids React, aos quais se juntou o Teens React e mais recentemente Youtubers React e Elders React. Estas pessoas são semanalmente confrontadas com vídeos da actualidade e é-lhes pedido que respondam a algumas perguntas sobre o que viram. Os vídeos apresentados vão desde vídeos virais a declarações de Obama. Celebridades, filmes, fenómenos pop, jogos, ninguém fica de fora. Nem os temas controversos.
Depois de há cerca de um ano os adolescentes terem reagido ao Bulliying e ao suicídio de Amanda Todd, agora os mais novos reagem ao casamento homossexual. Fica aqui o vídeo.
Não queria deixar passar esta oportunidade de aplaudir estes dois senhores pelo excelente trabalho que têm desenvolvido.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Por que lutar - Ana Luísa Amaral
Por que lutar?
É preciso fortalecer a esquerda, dizem as pessoas preocupadas com o país. É preciso mudar o rumo às coisas, travar estas brutalidades, estes atropelos à liberdade e aos direitos humanos, estas constantes impunidades. É preciso, diz-se. Mas não basta falar, nem queixarmo-nos. Para que as coisas mudem, é necessário agir. E agir não significa somente sairmos de casa e virmos para as ruas. Agir significa também, e neste momento mais do que nunca, usarmos a única arma que temos para lá das armas a sério. Essa arma é o voto.
O voto nesta candidatura significará virar o Porto ao contrário.
Votar neta candidatura é escutar a cidade, as suas freguesias, as pessoas que as integram, as iniciativas culturais que as animam. Um Porto mais ameno para as pessoas portadoras de deficiências, um Porto que apoie os teatros independentes e os eventos culturais, abrindo-os públicos mais diversificados, um Porto verdadeiramente requalificado, do ponto de vista urbano, e não vergado a interesses económicos, que só entendem essa requalificação como estando ao serviço dos mais ricos. A requalificação urbana tem que estar ao serviço das pessoas.
No nosso programa, começamos por dizer que a cidade é "uma metáfora da democracia", nas suas várias dimensões individual e social, lírica e épica. Porque, como dizemos também, a cidade constitui o espaço produtor da cidadania e gerador da inovação; constitui, pois, "o húmus em que a democracia vive, progride e responde aos novos desafios".
Por isso falamos nós em felicidade, sublinhando que entendemos a sua procura como um direito a que todos têm direito. Da felicidade faz parte o espaço para a imaginação. Por isso nos propomos reinventar a cidade. Com a participação de todas e de todos. Por isso a nossa ênfase numa democracia participativa. Propomos dar a palavra aos cidadãos, através da discussão de orçamentos participativos e da promoção de referendos locais. E por isso ainda exigimos transparência nas contas públicas, através, por exemplo, da divulgação online de todos os documentos da Câmara relacionados com contratações, concursos e ajustes directos.
Esta candidatura acredita que virar o Porto ao contrário é ver e ouvir no avesso das coisas, é simplesmente defender aquilo que se lê numa das suas declarações: "transformar a cidade do Porto numa cidade boa para todas as pessoas viverem!" O mesmo que é dizer: mais justa. Ao serviço das pessoas. Um Porto onde "pacto" não signifique pactuar com os interesses instalados. Mas um Porto de pactos justos. Um Porto porto de abrigo. Um Porto que seja de facto, seu: dele, de si, Porto e de nós todos e todas. Das pessoas. Um Porto que promova a erradicação da pobreza e combata a desertificação, convidando as pessoas a habitarem-no e nele ficarem, felizes. Uma cidade aberta e cheia, não esvaziada de gente.
Por isso é tão fundamental votar. E é tão fundamental fazê-lo em pessoas que acreditam que acreditar no futuro passa por resistir às directrizes que têm vindo a governar esta cidade e que ameaçam continuar a fazê-lo, se não estivermos atentos. Nesta cidade de granito feita, não podemos deixar que o coração se transforme em pedra. Nem o pensamento, que caminha lado a lado com o coração. Acreditamos que as pessoas que vivem esta cidade sabem falar, se forem ouvidas. E por isso iremos lutar.
É preciso fortalecer a esquerda, dizem as pessoas preocupadas com o país. É preciso mudar o rumo às coisas, travar estas brutalidades, estes atropelos à liberdade e aos direitos humanos, estas constantes impunidades. É preciso, diz-se. Mas não basta falar, nem queixarmo-nos. Para que as coisas mudem, é necessário agir. E agir não significa somente sairmos de casa e virmos para as ruas. Agir significa também, e neste momento mais do que nunca, usarmos a única arma que temos para lá das armas a sério. Essa arma é o voto.
O voto nesta candidatura significará virar o Porto ao contrário.
Votar neta candidatura é escutar a cidade, as suas freguesias, as pessoas que as integram, as iniciativas culturais que as animam. Um Porto mais ameno para as pessoas portadoras de deficiências, um Porto que apoie os teatros independentes e os eventos culturais, abrindo-os públicos mais diversificados, um Porto verdadeiramente requalificado, do ponto de vista urbano, e não vergado a interesses económicos, que só entendem essa requalificação como estando ao serviço dos mais ricos. A requalificação urbana tem que estar ao serviço das pessoas.
No nosso programa, começamos por dizer que a cidade é "uma metáfora da democracia", nas suas várias dimensões individual e social, lírica e épica. Porque, como dizemos também, a cidade constitui o espaço produtor da cidadania e gerador da inovação; constitui, pois, "o húmus em que a democracia vive, progride e responde aos novos desafios".
Por isso falamos nós em felicidade, sublinhando que entendemos a sua procura como um direito a que todos têm direito. Da felicidade faz parte o espaço para a imaginação. Por isso nos propomos reinventar a cidade. Com a participação de todas e de todos. Por isso a nossa ênfase numa democracia participativa. Propomos dar a palavra aos cidadãos, através da discussão de orçamentos participativos e da promoção de referendos locais. E por isso ainda exigimos transparência nas contas públicas, através, por exemplo, da divulgação online de todos os documentos da Câmara relacionados com contratações, concursos e ajustes directos.
Esta candidatura acredita que virar o Porto ao contrário é ver e ouvir no avesso das coisas, é simplesmente defender aquilo que se lê numa das suas declarações: "transformar a cidade do Porto numa cidade boa para todas as pessoas viverem!" O mesmo que é dizer: mais justa. Ao serviço das pessoas. Um Porto onde "pacto" não signifique pactuar com os interesses instalados. Mas um Porto de pactos justos. Um Porto porto de abrigo. Um Porto que seja de facto, seu: dele, de si, Porto e de nós todos e todas. Das pessoas. Um Porto que promova a erradicação da pobreza e combata a desertificação, convidando as pessoas a habitarem-no e nele ficarem, felizes. Uma cidade aberta e cheia, não esvaziada de gente.
Por isso é tão fundamental votar. E é tão fundamental fazê-lo em pessoas que acreditam que acreditar no futuro passa por resistir às directrizes que têm vindo a governar esta cidade e que ameaçam continuar a fazê-lo, se não estivermos atentos. Nesta cidade de granito feita, não podemos deixar que o coração se transforme em pedra. Nem o pensamento, que caminha lado a lado com o coração. Acreditamos que as pessoas que vivem esta cidade sabem falar, se forem ouvidas. E por isso iremos lutar.
Ana Luísa Amaral
Tentei escrever algo acerca as eleições mas não consegui. Acabei por usar as palavras de Ana Luísa Amaral, espero que ninguém se chateie.
Tirei este texto de um jornal que tem sido distribuído em vários pontos da cidade, jornal esse que pertence ao movimento E se virássemos o Porto ao Contrário?, que apresenta (em conjunto com o BE) uma candidatura à nossa câmara, encabeçada por José Soeiro. Uma candidatura que eu apoio e que para mim significa transparência e inovação para a minha cidade. Tem o meu voto de confiança e espero que o de muitos mais. Se este texto não for suficiente para vos convencer, visitem a página oficial.
Acima de tudo, peço que ninguém se abstenha. É importante participarmos na vida da nossa cidade, do nosso país, e o voto é a melhor ferramenta para mostrar o nosso agrado ou descontentamento em relação às políticas em vigor. (Já agora, se não for pedir muito, não se deixem enganar por candidaturas alegadamente "independentes", nem por promessas de obras que vão ser só para Inglês ver. Só vão servir para o Governo esfregar as mãos de contente, pois afinal o povo é manso e não está assim tão indignado com a situação calamitosa em que o país se encontra.)
Votem, votem bem, votem em consciência.
Um bem haja e prometo voltar!
quarta-feira, 13 de março de 2013
Português Maltratado
Sábado, numa qualquer feirinha de bric-a-bracs e bibelots, há uma Tia que diz "Então a menina pega no cinto e leva-o ao sapateiro. Depois pede-lhe a ele que faça mais uns furinhos!" Strike One.
Domingo, sentadinha no sofá a ver um filme qualquer e eis que nas legendas surge "A tua égua? Mete-a a ela ali dentro." Strike Two.
Domingo, novamente, umas horas mais tarde. No carro, a ouvir o PRIMO da Comercial: Markl e Palmeirim conversam com Sandra Barata Belo. Eis que a entrevistada diz "É como quando tens que estudar para um exame, não consegues deslargar o livro!". Strike Three.
Perdi a paciência.
Dois dias, três facadas.
Mais os "deia", os "vai vir", os "fáçamos", os "vareiam" e os "destroca" que se ouvem todos os dias, em todo o lado. O que raio está a acontecer à língua portuguesa? Já ninguém fala direito?!
Domingo, sentadinha no sofá a ver um filme qualquer e eis que nas legendas surge "A tua égua? Mete-a a ela ali dentro." Strike Two.
Domingo, novamente, umas horas mais tarde. No carro, a ouvir o PRIMO da Comercial: Markl e Palmeirim conversam com Sandra Barata Belo. Eis que a entrevistada diz "É como quando tens que estudar para um exame, não consegues deslargar o livro!". Strike Three.
Perdi a paciência.
Dois dias, três facadas.
Mais os "deia", os "vai vir", os "fáçamos", os "vareiam" e os "destroca" que se ouvem todos os dias, em todo o lado. O que raio está a acontecer à língua portuguesa? Já ninguém fala direito?!
domingo, 23 de dezembro de 2012
Tú, que me enseñaste a ser sincero,
sin temor a lo que pienso, evitando la mentira,
tú, que siempre has estado presente
y cuando no estaba la gente que tanto me prometía.
Ahora, que me he quedado solo,
veo que te debo tanto y lo siento tanto,
ahora, no aguantaré sin ti, no hay forma de seguir,así...
(ter o rádio do carro na Comercial não é só Mixórdia, às vezes dá nisto...)
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
(aguardo sugestão)
Já aqui referi as pérolas de sabedoria que se encontram no facebook. Há coisas que nem vale a pena comentar. Há outras às quais não consigo deixar de reagir. Hoje descobri a imagem que se segue. Partilho também o que se me oferece dizer sobre ela.
É isso tudo! Muito bem! Parabéns a quem teve a ideia! Eu tenho mais umas! E que tal atirar mais lixo para o chão, para ser necessário contratar mais lixeiros?! E já agora, matar uma pessoa de vez em quando para dar emprego aos coveiros?!
Por favor, um bocadinho de juízo! É preciso pensar no que se diz e no que se escreve! É preciso emprego, claro. Mas não são estes os postos de trabalho que queremos ver aumentados!
Temos que querer mais e melhores escolas com mais e melhores professores, educadores, formadores! Queremos que a próxima geração seja humana, atenta, que se reja por valores de civismo, justiça e honestidade.
Devemos exigir mais hospitais com mais pessoal especializado. Temos direito a bons cuidados de saúde, independentemente de quem somos ou de onde vimos.
Queremos mais laboratórios para mais investigação científica. Enquanto houver doenças como o cancro, a sida ou a gripe, a matar milhares todos os anos, a Ciência não pode ser impedida de procurar curas!
Precisamos de mais tribunais, mais rápidos e justos.
Urgem mais teatros, mais espectáculos. A cultura não pode morrer!
E antes que me chamem elitista, por só querer "Senhores Doutores"...
É necessário investir no ensino profissional. Acabe-se com o preconceito de que só os burros é que vão para o profissional. Em todas as áreas são necessários técnicos competentes. Quando temos canos entupidos, vidros rachados, cadeiras bambas, chamamos técnicos, não engenheiros.
Temos que repensar o sector primário. Temos culturas mal aproveitadas, potenciais de exportação ignorados. A agricultura precisa de gente que perceba do assunto, que saiba o que é viável e como o alcançar. E isso, os engenheiros não conseguem sem uma pessoa da terra.
Não podemos desejar para nós mais empregos mal pagos. Temos que querer o melhor para nós, porque (e agora peço emprestado o slogan a já não sei qual marca de lacticínios) se nós não quisermos, quem quererá?
Eu percebo a boa intenção por trás do apelo da imagem. Entendo que, olhando à volta, uma pessoa veja estes postos de trabalho "fáceis" de criar. É só pensar que onde está uma máquina, antes estava uma pessoa e agora pode voltar a estar.
Mas temos que pensar mais longe. Só assim podemos aspirar a ser um país livre, justo e equilibrado.
(e agora título para esta coisa? "pá", aceito sugestões.
Margarida mais uma vez a usar o submarino para desopilar contra as bestas do facebook
e, quem sabe, para um pouco de serviço público...)
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Forward!
He made it. Four more years!
I can't explain why but I feel safer knowing Obama will still be here for the next 4 years.
I think my heart is a little lighter today, I have one less thing to worry about...
domingo, 21 de outubro de 2012
October 19
"October 19 isn't just a date. It's a state of mind!"
Não podia concordar mais. Que bela data!
Da série Community, que eu por acaso não vejo
mas vou repensar a situação.
Thanks Pips :)
Agradecimento ao M.A.Pina
Raúl tinha um ioio
que ioioiava todo o dia
quando o Raúl fazia ó-ó
o ioio adormecia
E quando o Raúl chorava
porque o ó-ó não vinha
o ioio embalava
para baixo e para cima
Raúl dormia e sonhava
e quando sonhava sorria
porque o io-io ioioiava
nos sonhos que Raúl via
que ioioiava todo o dia
quando o Raúl fazia ó-ó
o ioio adormecia
E quando o Raúl chorava
porque o ó-ó não vinha
o ioio embalava
para baixo e para cima
Raúl dormia e sonhava
e quando sonhava sorria
porque o io-io ioioiava
nos sonhos que Raúl via
Manuel António Pina
Sem eu dar conta, Manuel António Pina ocupou um lugar cativo nas minhas memórias. Sendo autor de muitas das letras dos Gambozinos, esta parte da sua obra ainda mora comigo. Ainda me ouvem trautear A Ana Quer, O Pássaro da Cabeça ou esta música do Raúl, todos poemas que remetem para lembranças muito acarinhadas.
Não me quero despedir deste homem sem antes agradecer a enorme pegada na minha infância e o no meu crescimento. Obrigada, Manuel António Pina!
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
1,2,esquerda,direita. 1,2,esquerda,direita...
O
Facebook é bom e o Facebook é mau. O texto que se segue foi "pescado"
recentemente no facebook e reflecte perfeitamente os mais e os menos das redes
sociais. Eu não me lembro de alguma vez ter lido algo tão escabroso. Mas também
não me lembro de ter sentido este ímpeto para responder! Então, cá vai!
"Esquerda ou direita?
Quando um tipo de direita não gosta de armas, não
as compra.
Quando um tipo de esquerda não gosta de armas, quer proibi-las.
Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.
Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.
Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão
Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz-se que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e param o país.
Teste final:
Quando um tipo de direita ler este teste, fá-lo seguir.
Quando um tipo de esquerda ler este teste, não o transfere de certeza.
Quando um tipo de esquerda não gosta de armas, quer proibi-las.
Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.
Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.
Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão
Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz-se que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e param o país.
Teste final:
Quando um tipo de direita ler este teste, fá-lo seguir.
Quando um tipo de esquerda ler este teste, não o transfere de certeza.
NOTA: o original deste texto é em Francês.
Foi traduzido para português, para que os de esquerda também o pudessem perceber."
Foi traduzido para português, para que os de esquerda também o pudessem perceber."
Ora
bem, quando a minha contra-argumentação ficou pronta, o comentário deixou de
ser relevante no dito post (que conta agora com 29 likes), visto que já
tinha sido inundado de outros comentários. Infelizmente, apenas um concordante
com o meu. Mas a discussão já tinha dispersado para outros assuntos. Meti a
viola no saco e vim para aqui. E aqui estão os meus "bitaites".
Este tipo de argumentação falaciosa, se é que se pode
sequer considerar como uma argumentação, é que leva as pessoas a escolher para
o Governo cabrões (perdoem-me a expressão) como aqueles que nós lá temos agora.
Venho aqui como esquerdista, assumida sem problema nenhum. Já estou mais que
habituada a acusações de recalcamento, extremismo, ressabianço… O que me
quiserem atirar – força!
As armas, de qualquer tipo, não são brinquedos. São
perigosas e esse perigo é directamente proporcional à estupidez de quem a tem.
Se é para caçar patinhos, meus caros, quero lá saber. Mas quando são usadas
como ferramenta de opressão social e como auxiliares de uma vida criminosa, a sua
circulação tem que ser controlada. Não basta confiar nas pessoas. Veja-se o
exemplo dos grandes Estados Unidos da América, onde o porte de armas é tão
vulgarizado e de onde semana sim, semana sim, nos chegam notícias de tiroteios
em escolas e de atentados contra igrejas muçulmanas (ou simplesmente, não
cristãs). Ora se não podemos proibir as pessoas de ter facas em casa, porque
nunca vi bifes serem cortados com colheres, podemos controlar pelo menos as
armas de fogo, que são bem mais letais. Não é uma questão de “não gosta e
portanto proíbe-se”, é simplesmente uma questão de segurança pública.
A acusação que mais me incomoda no meio de todas
estas, ainda é “Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para
que todos o respeitem.”. Todos os Homens nascem iguais em direitos e deveres,
diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E um dos direitos básicos de
cada indivíduo é a liberdade, incluindo a liberdade de escolher quem quer amar.
Se isso for motivo para desrespeito e discriminação, então sim, é caso para
fazer a maior chinfrineira que se conseguir até lhe serem reconhecidos os
mesmos direitos de que gozam os restantes indivíduos. O barulho feito em prol
da igualdade entre os Homens NUNCA poderá ser classificado como “chinfrim”.
Relativamente à economia, há uma coisa muito
importante a salientar – a responsabilidade. Foi incutido em todos nós, desde
pequenos, o sentido de responsabilidade pelos nossos actos. Ora bem, é disto
que se trata. Eu não acho que não se deva pagar as dívidas que temos. Mas acho
que o pagamento deve ser justo. Não é tirar o pão da boca de uns (e acreditem
que já há fome em Portugal, como já não havia desde o 25 de Abril de 74)
enquanto os outros continuam a comer lagosta. Não me digam que quem come
lagosta é porque trabalhou para tal, porque a fuga ao fisco é uma realidade em
Portugal, tantas vezes ignorada mas que certamente, se controlada, taparia
parte do buraco em que estamos metidos. Não se pode continuar a cortar nas
reformas dos contribuintes que honestamente deram parte do seu salário à
Segurança Social durante mais de 40 anos de serviço, com a garantia de que,
quando se aposentassem, teriam direito a ele para manterem o seu nível de vida.
Não se pode continuar a enxovalhar os professores, que são, afinal, os funcionários
públicos mais importantes que um Estado tem. O objectivo aqui não é amuar. Não
é um capricho. É uma luta pela justiça e pela igualdade.
Quanto à nota final, não mostra nada a
não ser o sectarismo a que a direita nos vem habituando. Além de mais, é falso.
Tanto eu como a maior parte dos esquerdistas que conheço, leriam este texto sem
qualquer problema em Francês, assim como em Espanhol, Inglês e nalguns casos
também Alemão e Italiano.
(Antes que caiam as acusações de que “quem cala,
consente” em relação aos tópicos sobre os quais não me debrucei –
vegetarianismo e religião – esclareço já que foi propositado, pois são ainda
mais falaciosos que os restantes, visto que se baseiam meramente num conjunto
de clichés, em estigmas, e não têm fundamento nenhum.)
terça-feira, 28 de agosto de 2012
V for Vendetta
Não sei quem é que já viu este filme. Quem não viu, eu aconselho vivamente a ver. Ou rever, como foi o meu caso.
Que sirva de "inspiração" a quem ainda acha que "tem que ser como eles mandam" e a quem acha que tudo o que vem nas notícias é verdade...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Festança à Portuguesa
Pessoas aos gritos no meio da rua. Carros da Polícia. Agentes fardados. Multidões a olhar e a cochichar. Tiros. Crianças a chorar e cães a ladrar. Carrinhas da televisão por todo o lado.
Ok, estiquei-me. Risque-se da acta as crianças e os cães, era só a multidão. Também não houve tiros. E quando vim embora, não havia sinais da TVI...
No centro da acção estava um indivíduo, apanhado em flagrante delírio, digo, delito, que, em jeito de comício, gritava às multidões que assistiam "Meus Amigos, eu estou aqui por vocês! É pelo Povo que não abre os olhos!"
O dito Povo, sereno, assistia, comentava com o familiar do lado, explicava o que vira ao vizinho que acabava de chegar, criava teorias sobre o que se estava a passar.
Não interessa muito o que o homem fez ou não, quão alto berrava a mulher ou quantos elementos da Polícia estavam reunidos naquela, usualmente pacata, esquina. Tampouco interessa se a bota amarela foi pelo ar ou pelo chão, se a Guarda foi honesta ou se andava a brincar às escondidas. Também ninguém quer saber se as autoridades vieram em contra-mão ou não. O que se sabe é que já não se via um reboliço deste calibre aqui na rua desde do crime na padaria.
Mas mais que isso, diverte-me olhar para nós, "nós", Foz.
As boquinhas que eu já ouvi por ser "menina da Foz". Ui!, que chiques que nós somos. Nata da nata. Super bem.
E agora, olhem para isto. Tudo na rua, a ver o espectáculo! Já ninguém foi ao cinema naquela noite, o filme foi de tarde. Os almoços de Domingo das famílias tiveram todos direito a uma história daquelas que começa com "Vocês nem imaginam o que aconteceu na minha rua no outro dia!".
Somos tão parolos! Céus, vivemos a tentar escondê-lo, camuflamo-nos como conseguimos, enchemo-nos de aparato só para desviar a atenção de que somos todos iguais. E eu incluo-me. Não é com muito orgulho, mas confesso que, mal consegui parar o carro, voltei para o início da rua, afastei-me de casa para ir falar com quem conhecia, para ir ver mais de perto...
Não há Portuga que não goste de espectáculo à borla. Melhor ainda à porta de casa. E o fim de tarde daquela sexta feira quente de Maio naquele cruzamento da rua do Molhe é a prova dos nove.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Goodbye girls...
Era Domingo, estávamos em Maio. O calor começava a sugar a minha, já de si pouca, vontade de estudar.
Depois do almoço, fiz o zapping habitual. Apanhei uma estreia na SIC. Deixa cá ver cinco minutos para ver o que é isto. Pareceu-me um bocado aborrecido, havia uma fulana a descrever o seu dia-a-dia como dona de casa nos subúrbios... Até que a dita Mary Alice resolve matar-se. Eh pá, mais cinco minutos, deixa ver no que isto dá.
Tudo isto me entusiasmava. Eu era suposta estar a estudar. Mas a televisão não deixava. Tudo parecia imensamente dramático mas havia uma ponta de comédia- ainda estava para se mostrar mas era inegável. Mais cinco minutos.
Primeiro apareceu uma ruiva aprumadinha que trazia dois cestos de queques - um para o viúvo e o filho, o outro para oferecerem aos convidados. (Velório americano é todo um evento, já se sabe...) A comédia chegou quando ela frisou que quer os cestos de volta.
No instante seguinte era a loira que entrava pela piscina dentro para tirar de lá os seus 3 rapazes. Não, não tínhamos mudado de cena, ainda era o velório.
Não me lembro de muito mais, mas lembro-me que foi assim que as Donas de Casa Desesperadas chegaram.
Agora, 7 anos depois (13 anos em Fairview), depois de vários casamentos e divórcios, vários nascimentos e mortes e um sem fim de peripécias, as Donas de Casa vão embora. Chega a hora de me despedir da Bree, da Gaby, da Lynette e da Lois Lane. (Pois, peço desculpa, mas a Susan não convenceu...)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
50-50
De todos os valores possíveis, de todas as probabilidades contidas no intervalo [0,1] (que, por sinal, é denso), ninguém diria que há uma melhor que outra. Dirão que depende da situação. A de ganhar o Euromilhões é demasiado baixa, a de ter um acidente em casa é demasiado alta. Mas se queremos convencer-nos que vai correr bem, dizemos que a probabilidade de correr mal é muito baixa, e isso satisfaz-nos. Por outro lado, gostamos sempre de apregoar quando há uma grande probabilidade de sucesso.
É isto, gostamos de usar as probabilidades a nosso favor. A bem dizer, gozamos um bocado com elas. O seu uso matemático e objectivo é deturpado, torna-se numa ferramenta psicológica de auto-motivação.
Mas, voltando à vaca fria, sim, há uma pior que as outras. O tão aclamado meio termo, em probabilidade, é uma merda. 50-50. Tanto pode cair para um lado, como para o outro. "No meio está a virtude", sim, mas não aqui. Não quando se trata de um estudo clínico.
Não, não é Anatomia de Grey no miolo. É investigação. Ou cusquice. Como lhe quiserem chamar.
No mês em que fui a Francos (sim, fui a Francos e Francos não deixa ninguém ter sombra de dúvida de que está em Francos. Desde a Rua Direita à Rua Principal, passando pela Rua Particular e pela Rua Central, todas elas são "de Francos". Não fiquem margem para dúvida!), onde já não estava há uma carrada de anos, andei também a planear uma visita. Mas primeiro, Francos.
Uma manhã estranha, com tempo a mais. Ainda circulei lá na zona, mas não encontrei o que queria. Está tudo demasiado diferente. Desisti, recolhi. Isolei-me. De jornal e bolachinha Maria, lá me sentei num banquinho. E os outros foram chegando. Grupos de amigos que vieram juntos, alguns com as Mães. Bastante foleiro, achei eu. Estamos a falar de adultos ou quê? Mas vai daí, se me dessem também essa oportunidade, eu não a agarraria? Com unhas e dentes, com certeza. E talvez tivesse corrido melhor. Talvez. Talvez não tivesse ficado sozinha a ver todos aqueles que tiveram sucesso saírem abraçados a alguém, a comemorar. Talvez tivesse sido amparada. Ou melhor, talvez tivesse alguém a celebrar comigo. Mas não, não foi assim. Saí e fui procurar o meu caminho. Na, agora desconhecida, zona de Francos.
O tempo passa, tudo muda e ainda assim tudo está na mesma.
Ai Burocracia, a quando obrigas! Chegou uma carta. Dos seguros. Agora querem um papel. Um certificado. Começou aqui o planeamento da visita. Pelos vistos, tinha que ir ao IPO. Não queria ir sozinha mas também sabia perfeitamente quem eram as pessoas que não levava comigo. Entre aquelas que detestam hospitais e as que ficariam demasiado emocionais... Lá me decidi e acabou por ser a chave para não ter de lá ir. Isto, agradeço à Carmo. Um telefonema e fiquei esclarecida. Uma (estranhíssima, diga-se de passagem) ida à Avenida de França e, numa questão de horas, ficou "tudo resolvido".
Mas na minha investigação, tentando descobrir onde teria que ir, naveguei à deriva no site daquele sítio. Passei entre os departamentos e os serviços. Encontrei os estudos. Quatro. São neste momento quatro os estudos a decorrer aqui, tão perto, para tentar curar a LLC. E estão lançados os dados para eu começar a disparar hipóteses. "What if...?" E se aqui estivesses. E se entrasses num deles. E se conseguisses o remédio, e não o placebo. "E se a minha avó tivesse rodas era um camião", eu sei.
Esta divagação tem perna curta. Chegando à última pergunta, a estatística deita-me por terra. 50%. Os estudos são cegos. A determinação de remédio/placebo é aleatória.
E portanto, retrocedo. À irreversibilidade do tempo. Volta a mim o peso da solidão. A repetição de imagens que tenho gravadas e das outras que eu inventei. A avalanche de sons, cheiros, memórias, que me invade. Sinto em mim um retrocesso enorme. Quero deixar-me cair e não levantar mais.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Nice show, nice quote!
There are dreamers and there are realists, in this world. You'd think the dreamers would find the dreamers and the realists would find the realists, but more often than not, the opposite is true. You see, the dreamers need the realists to keep them from soaring too close to the sun. And the realists, well, without the dreamers, they might not ever get off the ground.
Modern Family
Achei que me assentava que nem uma luva...
(Por acaso começo a precisar e não sei das minhas! Oh tristeza!)
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