sábado, 5 de julho de 2008

Dia 2

Hoje acordámos às 9h30. Ainda não são horas de se acordar em férias, mas teve que ser.

Apanhámos o avião para Dubrovnik, onde vivemos uma cena semelhante a um filme americano: estava lá um homem à nossa espera, que nos levou até uma carrinha, onde nós entrámos, e fomos levadas até um parque de estacionamento, onde íamos ter com uma senhora...

O caminho para a cidade velha, onde nós ficámos, é lindo, porque é mesmo na costa.



No dito parque de estacionamento, conhecemos Anita, co-proprietária do "albergue" onde ficámos. Não é uma senhora, mas uma rapariga nos seus 20 e tais.

Fomos, com ela, por umas escadas bastante íngremes e com degraus assaz estreitos, até ao pequeno prédio onde são os apartamentos. Enquanto nos instalavamos, apareceu a irmã (mais velha, diria eu, mas não perguntei), Ivana. Quem as visse, não diria que são relacionadas. A não ser o facto de falarem extremamente rápido (croata, entre elas, note-se!), são completamente diferentes. Uma loirinha e a outra morena, são a água e o vinho. Foram as duas muito simpáticas e atenciosas. Sugeriram-nos dar uma volta pelas muralhas da cidade velha e um passeio de barco até uma das ilhas, além de indicarem uma praia e um bom restaurante. Nós, no entanto, fomos primeiro espreitar a avenida principal. Andámos um bocado por lá, até que, num quelho, bem à sombrinha, encontrámos o "Barracuda", uma pizzaria muito simpática.

Ah, o livrinho da minha mãe diz que as pizzas croatas são muito boas, chegando a ser postas no mesmo nível das italianas! Afinal é mais típico do que eu pensava!

Depois de almoço, fomos dar uma volta pela avenida principal, até uma das portas de entrada na cidade velha. Mas o calor era tanto, mesmo à sombra, que resolvemos ir até à praia. Fomos até o apartamento vestir a roupa de banho e pegar nas toalhas e partimos à descoberta da dita praia. Praia que vendo bem não se pode chamar praia. Não tem areia! Só pedras!

De qualquer forma, deu para um bom banho... Refrescámo-nos e passado um bocado voltámos para "dentro", para o interior das muralhas. Demos uma volta e sentamo-nos numa esplanada, com águas e sumos de laranja, com pombas a circular por entre os pés da cadeira.

Apesar de o relógio da torre mostrar que já passava das 18h, estava muito calor.

Depois do suminho, voltámos para casa, para tomar um bom banho. Ainda estivemos meia hora no apartamento antes de sair para jantar. Resolvemos seguir o conselho das nossas anfitriãs e ir ao Moby Dick. Só que, até lá chegarmos, tivemos que passar por outros restaurantes. E, em todos, havia um(a) funcionário(a) que se levantava para perguntar se queríamos sentar para comer ou beber qualquer coisa.. É um bocado chato, mas eles lá têm que fazer "propaganda"...

Depois do jantar, visto que já estava mais fresco, fomos dar mais uma voltinha. Fomos à avenida principal comer um gelado, espreitámos umas ruelas e umas praças de comércio e voltamos para trás. Pelo caminho, parámos num Internet Caffé, só para verificar que o mundo não estava a ruir e nós de férias!

Voltámos para o apartamento e ligámos a TV. Divertimo-nos um bocado, saltando do Espanha - Russia para uma Anatomia de Grey legendada em croata. A Anatomia ouvia-se, o jogo via-se. Já agora, parabéns a Nuestros Hermanos. Já que a taça não vem para cá, ao menos que vá para perto... Agora para a Alemanha, a "nova Grécia", o nosso calcanhar de Aquiles, é que não!

26-06-2008

Dia 1

Bom, para falar verdade, este devia ser o dia 0,5!


Passo a explicar.

O despertador tocou às 3h30. Não são horas decentes, mas ele tocou. E lá nos levantámos. Às 4h10 estávamos a entrar no taxi e às 4h30 (após nos cruzarmos com, no máximo, 5 carros) chegámos ao aeroporto Francisco Sá Carneiro. Ainda tivemos tempo para dar algumas voltas. Apesar de estar meia adormecida, reparei numa placa engraçada:


A quem não for possível seguir "a informação visual", não é possível ir a lado nenhum, visto que Braille também não há!

A partir daí, foi uma autêntica montanha russa. Levantamos vôo às 6h05 e aterramos na Portela ainda antes das 7h. Ao desembarcar, reparei que tínhamos voado num avião chamado "Florbela Espanca". Apesar do sono, resolvi registar o nome de outros aviões que consegui ver: Luís Vaz de Camões, João XXI, Padre António Vieira, Infante D. Henrique, D. Afonso Henriques e Teófilo Braga.

Desembarque, tranferências. Levantamos novamente, a bordo do "Gago Coutinho", ao bater das 8h, para aterar em Bolonha às 10h40 (11h40 hora local). Estivemos cerca de meia hora dentro do avião, à espera, e partimos em direcção à última paragem - Zagreb. Aterrámos às 13h locais (meio-dia português). No aeroporto, estava o meu tio à espera. Ao que parece, hoje é o feriado nacional, o 10 de Junho Croata, o que lhe permitiu ir ter connosco! Entrar no carro foi um alívio, pois estava um calor insuportável lá fora, e o ar condicionado nunca foi tão bem vindo!

Fora o calor, Zagreb é uma cidade bonita. O caminho para casa permitiu observar que tem uma parte "nova", da década de 60, semelhante a outras cidades da actualidade, apesar de muito cinzenta. Mas bastou um modesto túnel para nos transportar até ao século XIX, com prédios antigos, em cores da terra e janelas enormes. Passados poucos minutos, avistámos um sinal bastante familiar - a bandeira nacional. Chegámos a casa!


Depois de conhecer a casa e nos instalarmos, fomos almoçar uma pizza (eu sei, que típico!). Depois do almoço, propunhamo-nos a ficar em casa, a ler, mas acabamos por acompanhar os meus tios ao golf. Enquanto eles jogavam, nós ficámos sentadas à sombra (o que não nos impediu de suarmos as estupinhas), a beber água e a fazer palavras cruzadas... Eram já 19h quando viemos para casa. Fomos tomar banho e tratar do jantar. Comemos cedinho, porque, além de nos termos levantado cedíssimo, amanhã partimos para Dubrovnik.

25-06-08

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Pontes.

Olá geral!

Neste momento estou na Croácia, mas não quis deixar passar esta oportunidade de deixar uma mensagem, mesmo pequenina, no blog.


Tenho registado tudo o que tenho feito, todos os dias, para, mal chegue a Portugal, ordenar e publicar aqui. Não me foi possível fazê-lo directamente no blog, mas vai ter que servir. Quem estiver interessado, a partir de 5ª feira, haverá relatos da viagem.


E para não ter que interromper os ditos relatos com outras coisas, resolvi fazer um parêntesis já hoje.


Tanto tempo à procura das palavras ideias para dizer a quem merece, "às minhas pessoas", e fui encontrá-las, pouco tempo depois, na voz de Pedro Abrunhosa:



QUE NUNCA CAIAM AS PONTES ENTRE NÓS



Não consegui por o video, mas podem ouvir aqui.


Todos os Obrigadas se resumem a isto.

E acho que não há mais nada a dizer...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Puto!

Princesa, és 5 estrelinhas!
A sério, ontem [6ª] senti que o orgulho que tenho em ti cresceu exponencialmente (é muito, se não souberes!).
Estou mesmo babada. Mesmo orgulhosa.
Já aqui falei do "Orgulho de Prima", mas este deve ser quase de irmã!
Estou mesmo feliz por ti.
Sei que o teu primeiro "romance" acabou, mas viveste-o (o mesmo não se pode dizer de mim...) à "maneira antiga" e aprendeste com ele. Continuaste a sorrir. Gosto mesmo de ti.
És atinada (NERD!), tens a cabeça no lugar. Sabes dar a devida importância às coisas.
Andas num sitio tentador e "perigoso" para as pessoas da tua idade. Mas não te iludes. Tens a consciência da realidade que muitos não têm. E recusas-te a ceder às influências. És forte. Continua assim. Nunca mudes por ninguém. Muito menos pelo sexo oposto. O que importa é o que tu és e o que tu sentes. Nada nem ninguem te pode convencer do contrario. Se ele te deixou ir, não te respeitou, é porque é mesmo puto, não é só de cara!
Estou a dizer demais. Tu sabes isto tudo! (És uma mini-eu...) Tens as noções certas, as ideias todas no sítio. Vais ser feliz, não tenhas dúvidas: "no fim, tudo fica bem. Se ainda não está bem, é porque ainda não chegou o fim!".

Saber...

"Não há felicidade senão com conhecimento. Mas o conhecimento da felicidade é infeliz; porque conhecer-se feliz, é conhecer-se passando pela felicidade, e tendo, logo já, que deixá-la atrás. Saber é matar, na felicidade como em tudo. Não saber, porém, é não existir."

Fernando Pessoa, in "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares

A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na tranquilidade
De ser uma incógnita
Como desencantá-la?
É a senha da vida
A senha do mundo.
Vou mergulhar nos livros.

Vou procurá-la incessantemente
No mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
Viro a página, mudo a rota,
Procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
Ficará sendo
eterna.



A minha adaptação de "A Palavra Mágica"
de Carlos Drummond de Andrade.


(Original aqui)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

BFU

"I'm joining!

*Raise right hand* I, maggie712, pledge to forever be a fan of Bones. I promise to spread the word about this amazing show. I swear to watch every episode and to never let any other show take it's time slot in my personal television schedule. I also swear to always respect my fellow BFUers.


Job Title:First Official Shipper for Zach and Cam, Official Pencil Sharpener for Angela Montenegro and Forever Shipper for Bones and Booth, of course.

CodeName: Maggie"



Já era tempo de "sair do armário". "Bones" é a minha série preferida. Sou quase viciada [basta conhecerem as minhas amigas para perceber o "quase"... Amigas essas conhecidas via Internet graças à série...]

Esta série faz-me vibrar mais do que qualquer outra.

Estes dois são completamente apaixonados e não o conseguem ver.



Sei que não passa de ficção, mas o que fazer...? Somos todos tolos!

BFU - Bones Fans United

terça-feira, 10 de junho de 2008

Voar e mudar.

[...]

I'll spread my wings and I'll learn how to fly.
Though it's not easy to tell you goodbye
Take a risk, take a chance,
Make a change, and break away.

Out of the darkness and into the sun.
But I won't forget the place I come from
I gotta take a risk, take a chance,
Make a change, and break away
Breakaway
Break away


Breakaway (não sei porquê...)


O tempo passa e nada fica igual.
O tempo passa demasiado depressa e muda demasiada coisa.
É tudo muito difícil.
Mais um ano que chega ao fim e, desta vez, o futuro é ainda mais incerto. Estou cheia de medo.
Ainda há muita coisa que vai mudar.
No entanto, sei que também há muitas que não mudam. Recuso-me a esquecer a experiência, as pessoas, o "sitío" de onde venho. Já faz parte de mim, e nada mudará isso.
Já estou a divagar, estou a entrar num círculo...
Mas, lentamente, vou desfazendo o novelo que é o meu pensamento.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Chuva.

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer


A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera


A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade.


Para ouvir no Youtube - aqui



Esta música não está aqui só por estar. Não é daquelas que aparece só porque é a preferida da semana nem por ser "catchy"... Toda ela faz sentido. Tudo acontece todos os dias. Conhecemos gente, amamos pessoas, perdemos amigos.
Das que conhecemos, umas ficam, outras não. Acenamos às que passam, e seguimos o nosso caminho.

Quando se trata das que ficam, é diferente.

Amamos as que ficam e tudo o que fazem por nós. Queremos tê-las perto, sempre, porque se tornam indispensáveis.

Agradeço (já disse que não sei bem a quem) todas as que tenho. Todas aquelas pessoas que, com um toque, um sorriso, uma palavra, conseguem mudar o meu dia. Mais do que qualquer outra coisa que eu tenha, agradeço a minha sorte em ter as minhas pessoas.

Amamos essas pessoas. E depois perdemo-las. É inevitável. Chega sempre um dia em que perdemos essas pessoas. Os toques, os sorrisos e as palavras somem para sempre. (Para sempre é muito tempo.) E consciencializamo-nos de que, um dia, havemos de ter perdido todas. É triste, mas é a vida.

O que é que eu proponho? Carpe Diem! Acima de tudo, viver o hoje. É o único que temos. Não volta atrás, não se repete. Vamos hoje dar aquele abraço, abrir aquele sorriso. Respiremos fundo e deixemos que o arrepio nos percorra a espinha, estiquemos os braços e alcançemos o céu. Não sei.. fica um bocado ao critério de cada um.

Quanto a mim, sei que não passo sem voltar a lembrar aqui todas as minha pessoas.

Porque há pessoas que nos marcam, e, quando o fazem, é para sempre! (Sim, o "para sempre" existe...) E eu sou tão feliz por saber que tenho estas pessoas e estas marcas. Sei, sem presunção, que sempre que precisar tenho um ombro amigo, um conselho, uns "ouvidos" (visto que agora o e-mail é que está a dar!) prontos para mim, para me ajudar. E isso é bom. É um conforto interior que me faz, sem sequer dar conta, sorrir. Estou a adorar!
Mas todos os dias me estão a faltar palavras para agradecer. E todos os dias, a música que o coração me canta é esta. Pelo menos o início.
Há pessoas que são importantes nas nossas vidas, pessoas que nos marcam e que nunca vamos esquecer. São essas pessoas que eu quero lembrar aqui e agora. Em vez de conversas, chamadas, mails e mensagens, fica um post. Porque o que está escrito não se apaga. As palavras escritas não vão com o vento, são eternas. Tal como o que trago dentro de mim.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

RP

Não vou ser. Só o faço quando quero. Fora isso, paguem-me.

"Secretária da gente".

Nunca mais me esqueço. Já o fui uma vez. Com orgulho! Gostava do título.

Julgava eu que era isso e muito mais. Estava errada. Era só isso. Nada mais.

Agora chega. Faço aquilo que ME interessa. Estou aqui para vocês, mas não só! Estou aqui para mim. E não vou gastar o meu tempo, a minha vida, a minha juventude, a preparar coisas que não me interessam. É radical, drástico, dramático, mas não quero saber. Isto sou eu hoje!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Orgulho de Prima!

10 anos.

Avô, o teu primeiro bisneto completou a sua primeira década! Estava tão contente... Agora escreve a idade com dois algarismos! Não dependeu nada de mim, mas estou tão orgulhosa! Aquele orgulho de prima... Sei que também o tinhas. (Não de prima! De Bisavô...) Quer fosse a falar das rabugices do Manel ou das filosofias do Tomás, o brilho nos olhos denunciava-te. É tão bom ter família... Os nossos benjamins são um espectáculo!

Tenho pena que não tenhas ficado mais um bocadinho, para os ver crescer.

Eles hão de ser poetas, homens de letras, não fossem eles da família!

E eu promento que vou tomar bem conta deles. Não precisam, mas vou.

Hão de ter sempre uma prima mais velha, orgulhosa, babada!
Hei de estar sempre lá com eles, para eles. Para que não se esqueçam do nosso Verão!
Sim, foi o NOSSO Verão!
(O que nos rimos, o Manel e eu, a relembrar o dia em que o Tomás e ele quiseran dar 100 voltas ao terreiro, depois fomos para a piscina, e depois começou a chover... Que dia! Devias ver o Manel a fingir que anda de bicicleta!)
"Tivemos umas boas férias, não tivemos?" Tivemos pois, sim senhora! Férias que marcaram para uma vida!
Entre um outro milhão de coisas, tenho te a agradecer aquelas férias maravilhosas!
Beijo na careca*


sábado, 24 de maio de 2008

Parabéns Catarina!

1ª, 2ª, 3ª... Não importa.
Neste dia especial, e em todos os outros da tua vida, só quero que te divirtas e que sejas feliz! Que estejas sempre rodeada de pessoas que te adoram e que eu possa ser uma delas!
Estás de parabéns, não só pelo dia, mas pelo processo.
Parabéns por seres quem és!
Obrigada por seres essencial à minha felicidade. Contigo, acredito no felizes para sempre!
Obrigada e, mais uma vez, PARABÉNS!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

EU VOU!

Todos numa direção
Uma só voz numa canção
Todos num só coração
Um céu de estrelas
Que a vida começasse agora
Que o mundo fosse nosso outra vez
Que a gente não parasse mais de cantar
De sonhar
Que a vida começasse agora
Que o mundo fosse nosso de vez
Que a gente não parasse mais de se amar
De se dar, de viver
Uô ô ô rô
Uô ô ô rô
Uô ô ô, Rock in Rio !
Uô ô ô rô
Uô ô ô rô
Uô ô ô, Rock in Rio !

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Calma, Descontração e Estupidez Natural...

Arre burrinho, pr'ó carvão,
Que os outros já lá vão!
Hás de andar a noite inteira,
Que te quero levar à feira!

E assim, chegou a hora de dizer "Adeus, Avô!"...
Vais, mas ficas em nós!

Não sei ao certo o que hei de dizer mais...

Lamento!
Lamento que não dances a valsa comigo, como fizeste com a Ana!
Lamento não termos estados todos juntos, uma última vez, como sei que gostarias.

Sonhei contigo esta noite - fui ver-te ao Hospital! Estavas feliz, como em todos os momentos de família! E é essa a recordação que fica!
Não me arrependo de não te ter visitado nas últimas 2 semanas.
Prefiro esta recordação.

Vou sentir a tua falta! Aquele casarão não será o mesmo!

Pelo menos, voltaste a casa!



"Ashes to ashes.
Dust to dust."
(Desculpem, mas tão cedo
não consigo dizer mais nada!)

terça-feira, 13 de maio de 2008

2 anos.


PARABÉNS!

O meu querido blog faz hoje 2 anos! (não me lembrei de festejar o 1º aniversário, mas já que me lembrei do 2º...)

Parabéns ao blog!

Parabéns a mim!

Foram 2 anos, mas parece que foi muito mais...

Não estou com disposição para reflectir sobre estes dois anos... Mas acho que o tempo com este blog me ajudou a crescer!
Obrigada a todos os que por aqui passaram!
Aos que deixaram a sua marca e aos que marcaram pelo "silêncio"!
Estamos todos de parabéns!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Corps Perdu.

Puisque des filets nous retiennent
Puisque nos raisons nous enchaînent
Que rien ne brille sous nos remparts


Et puisqu'on n'atteint pas le ciel
A moins de s'y brûler les ailes
Et suivre les routes où l'on s'égare

Comme on dresse un étendard

A corps perdu, ivre et sans fard
Pour n'être plus le pantin d'un espoir
Et si la vie n'est qu'une cause perdue
Mon âme est libre d'y avoir enfin cru
A corps perdu

Puisque les destins sont les mêmes
Que tous les chemins nous ramènent
A l'aube d'un nouveau départ

On n'apprend rien de nos erreurs
A moins de s'y brûler le coeur
Je suivrai les routes où l'on s'égare

Comme on dresse un étendard

A corps perdu, ivre et sans fard
Pour n'être plus le pantin d'un espoir
Et si la vie n'est qu'une cause perdue
Mon âme est libre d'y avoir enfin cru
A corps perdu
A corps perdu

A corps perdu j'écrirai mon histoire
Je ne serai plus le pantin du hasard
Si toutes les vies sont des causes perdues
Les hommes meurent de n'avoir jamais cru
De n'avoir pas vécu ivres et sans fard
Soldats vaincus pour une guerre sans victoire
Et si ma vie n'est qu'une cause perdue
Je partirai libre d'y avoir au moins cru
A corps perdu
A corps perdu...

A Corps Perdu
Grégory Lemarchal
(1983 - 2007)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sway.

When marimba rhythms start to play
Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close, sway me more

Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me

Other dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have the magic technique
When we sway I go weak

I can hear the sounds of violins
Long before it begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now

Other dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have the magic technique
When we sway I go weak

I can hear the sounds of violins
Long before it begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now

When marimba rhythms start to play
Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close, sway me more

Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me

When marimba starts to play,
Hold me close, make me sway,
Like an ocean hugs the shore,
Hold me close, sway me more.

Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me.
(Não sei de quem é o original, mas gosto da versão do)
Micheal Bublé

Agradeço.

Agradeço. Todos os dias agradeço. Não sei a quem, não sou religiosa... Mas todos os dias agradeço. À Sorte? Ao Acaso? Ao Fado? Não sei, mas agradeço. Provavelmente à Vida.

Mesmo não sabendo a quem devo agradeçer, faço-o. Agradeço a minha vida. Agradeço as pessoas que passam por mim. E agradeço ainda mais as que ficam. As que me acompanham, me aconselham e me ajudam. Não há dia em que não agradeça. Porque sou uma sortuda e tenho de o reconhecer. Quantos não têm metade do que eu tenho... Não há dúvida que sou priveligiada. Todos os dias encontro pessoas espectaculares, a quem tenho o prazer e a honra de chamar Amigos.

Agradeço a quem quer que seja que fez com que estas pessoas espectaculares entrassem na minha vida! Coisas do acaso que se revelaram perfeitas!
Estas pessoas que todos os dias me ajudam a acreditar no "para sempre". Pessoas cuja simples lembrança me faz sorrir.
Tenho a certeza que todos os dias há alguém que pensa em mim, que se lembra de mim por qualquer detalhe. Tenho quem se preocupe comigo. Quem me ajude e me aconselhe...
Estou em maré de agradecer. Mas hoje não me vou por a agradecer aos "maus" que me marcaram. Não vou agradecer essas marcas feias que me fizeram crescer, não sem antes sofrer.

Hoje apenas agradeço o que é bom. Todas as conversas, sorrisos, conselhos, abraços... Obrigada a todos os que me proporcionaram estes momentos.
Aliás, não sei se Obrigada será o melhor termo... Dizemo-lo tantas vezes ao dia... Quando nos emprestam um caderno, quando nos deixam sentar no autocarro...
Quero ir mais dentro.
Que os meus Obrigadas sejam mais profundos. Que sejam a expressão de um verdadeiro sentimento de "dívida" para com o outro por, de uma maneira ou outra, mudar o meu dia e o meu ser, nem que seja só um bocadinho.
Não sei se me consigo exprimir da melhor maneira...
De qualquer forma, fica um gigante OBRIGADA, não a todos, mas a muitos!
Talvez um pouco confuso,
mas hoje não consigo melhor.
Já reeditei mas continua aquém
do que está cá dentro...
Espero que saibam disso!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Susto.

E pronto, em menos de nada, entraste. Com um pontapé na porta, reentraste na minha vida. Assim, com esse jeito desajeitado que sempre te caracterizou. Quando dei conta, tinha-te atrás de mim. (Vá lá que do mal o menos... Pior seria ter-te na minha frente) E não estavas só - trouxeste parte da pandilha. Não me incomodaram. Aliás, foi incrivelmente estranho... Ao fim de tanto tempo, estarmos ali, civilizadamente... Se calhar por termos um objectivo comum, ou por termos presenças que nos obrigam a tal. Mas gosto de pensar que, por uma vez, me viram como igual, porque o senti. Ou, melhor assim, não senti a vossa repulsa habitual por "quem não faz parte"...
Mas não foi o fim. Agora, sem dúvida, vai haver outro encontro. Menos suave. Mais cara a cara. Sei disso. Vai ter que ser. Está marcado no calendário. Inscrevemo-nos para ele!
E estou confusa. Não sei o que esperar. Algum civismo, certamente. Mas nunca mais do que isso. Não quero cair novamente. Mas estou a sentir-me capaz disso... Já vou em altos vôos. Já imaginei conversas secretas, porque ninguém nos iria aceitar de volta. Mas entretanto acordei. Não é possível. Mesmo que seja, eu não quero! E tenho de me lembrar disso. "Se tens que te lembrar disso, é porque não é verdadeiramente o que queres" podem dizer... Até eu o digo. Mas não! É a verdade. Não quero nem posso. Não é saudável. Já não acredito que seja possível. Há dois anos, talvez, quem sabe, eu ainda estivesse de olhos fechados. Mas agora estão bem abertos. E ia ser preciso muito, mas mesmo muito tempo, para que eu pudesse voltar a acreditar em ti.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Vamos voltar?

Aquele sítio onde não há horas... (Ou há, mas estão 10 minutos adiantadas...)

Onde se demoram 2 horas a preparar uma refeição.

Onde se passou mais tempo na cozinha do que em qualquer outra divisão.Onde se caía no chão da despensa.

Onde todas as tarefas estão “lindamente” organizadas e sincronizadas.

Onde todas as noites havia "brindes" diferentes...

Onde, com os pratos erguidos, lembrámos a "Pseudo" e o "Nando" e tantos outros...!

Onde nos fartámos de comer gelatina e mousse de pacote e de beber Sunquick...

Onde, em todas as refeições, havia um copo de sumo que caía por cima da toalha.

Onde as gargalhadas eram intermináveis, pois havia sempre alguém que não conseguia parar.

Onde, todos os dias, havia alguém que rebolava no chão a rir.

Onde havia perseguições à volta da mesa de jantar.

Onde encontrámos batatas (sim, batatas!) no frasco da maionaise.

Onde se caía das cadeiras.

Onde se cantava e dançava ao mesmo tempo que se cozinhava.

Onde fizemos o NaNaNa.

Onde jogámos ao Twister e ao Pictionary.

Onde fizemos mímica na cozinha. (Figura Histórica - Sr. João da Marmelada!)

Onde nos perguntámos se alguém conhecia o Pepe. E onde caímos todos ao chão!

Onde vimos mais filmes por dia do que em qualquer outro sítio.

Onde gozámos uns com os outros, e nunca nos importámos.

Onde nos rimos às gargalhadas com as legendas do Saw. Putz Grila!

Onde imitámos o miúdo do "quimboio", que, coitado, estava cheio de sede…

Onde os papos furados viraram furos no papo!

Onde bebíamos cházinho todas as noites.

Sim, é para essa casa que eu quero voltar! A casa que parecia do Big Brother, à medida que ia ficando vazia… Big Brother? Não! Quinta das Celebridades!

Foi uma semana, sem dúvida, inesquecível por todos os motivos. Pela companhia, por todas as palhaçadas, e pela aventura que foi cozinhar para uma dúzia!

Podíamos ter sido poucos, mas, não, fomos muitos, e não deixámos de ser bons! Muito obrigada a todos, por terem feito parte da melhor “viagem de finalistas” de sempre! Foi bastante “caseirinha”, mas foi diversão 24 horas por dia, graças a vocês!


Vamos voltar?