terça-feira, 28 de agosto de 2012

V for Vendetta



Não sei quem é que já viu este filme. Quem não viu, eu aconselho vivamente a ver. Ou rever, como foi o meu caso.

Que sirva de "inspiração" a quem ainda acha que "tem que ser como eles mandam" e a quem acha que tudo o que vem nas notícias é verdade...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Festança à Portuguesa




Pessoas aos gritos no meio da rua. Carros da Polícia. Agentes fardados. Multidões a olhar e a cochichar. Tiros. Crianças a chorar e cães a ladrar. Carrinhas da televisão por todo o lado.
Ok, estiquei-me. Risque-se da acta as crianças e os cães, era só a multidão. Também não houve tiros. E quando vim embora, não havia sinais da TVI...
No centro da acção estava um indivíduo, apanhado em flagrante delírio, digo, delito, que, em jeito de comício, gritava às multidões que assistiam "Meus Amigos, eu estou aqui por vocês! É pelo Povo que não abre os olhos!"
O dito Povo, sereno, assistia, comentava com o familiar do lado, explicava o que vira ao vizinho que acabava de chegar, criava teorias sobre o que se estava a passar.
Não interessa muito o que o homem fez ou não, quão alto berrava a mulher ou quantos elementos da Polícia estavam reunidos naquela, usualmente pacata, esquina. Tampouco interessa se a bota amarela foi pelo ar ou pelo chão, se a Guarda foi honesta ou se andava a brincar às escondidas. Também ninguém quer saber se as autoridades vieram em contra-mão ou não. O que se sabe é que já não se via um reboliço deste calibre aqui na rua desde do crime na padaria.
Mas mais que isso, diverte-me olhar para nós, "nós", Foz.
As boquinhas que eu já ouvi por ser "menina da Foz". Ui!, que chiques que nós somos. Nata da nata. Super bem.
E agora, olhem para isto. Tudo na rua, a ver o espectáculo! Já ninguém foi ao cinema naquela noite, o filme foi de tarde. Os almoços de Domingo das famílias tiveram todos direito a uma história daquelas que começa com "Vocês nem imaginam o que aconteceu na minha rua no outro dia!".
Somos tão parolos! Céus, vivemos a tentar escondê-lo, camuflamo-nos como conseguimos, enchemo-nos de aparato só para desviar a atenção de que somos todos iguais. E eu incluo-me. Não é com muito orgulho, mas confesso que, mal consegui parar o carro, voltei para o início da rua, afastei-me de casa para ir falar com quem conhecia, para ir ver mais de perto...
Não há Portuga que não goste de espectáculo à borla. Melhor ainda à porta de casa. E o fim de tarde daquela sexta feira quente de Maio naquele cruzamento da rua do Molhe é a prova dos nove.




quinta-feira, 17 de maio de 2012

Goodbye girls...

Ainda me lembro do dia em que era suposta estar a estudar para a Prova Global de Inglês de 9º ano. Lembro-me...porque não estudei.
Era Domingo, estávamos em Maio. O calor começava a sugar a minha, já de si pouca, vontade de estudar.
Depois do almoço, fiz o zapping habitual. Apanhei uma estreia na SIC. Deixa cá ver cinco minutos para ver o que é isto. Pareceu-me um bocado aborrecido, havia uma fulana a descrever o seu dia-a-dia como dona de casa nos subúrbios... Até que a dita Mary Alice resolve matar-se. Eh pá, mais cinco minutos, deixa ver no que isto dá.
Tudo isto me entusiasmava. Eu era suposta estar a estudar. Mas a televisão não deixava. Tudo parecia imensamente dramático mas havia uma ponta de comédia-  ainda estava para se mostrar mas era inegável. Mais cinco minutos.
Primeiro apareceu uma ruiva aprumadinha que trazia dois cestos de queques - um para o viúvo e o filho, o outro para oferecerem aos convidados. (Velório americano é todo um evento, já se sabe...) A comédia chegou quando ela frisou que quer os cestos de volta.
No instante seguinte era a loira que entrava pela piscina dentro para tirar de lá os seus 3 rapazes. Não, não tínhamos mudado de cena, ainda era o velório.

Não me lembro de muito mais, mas lembro-me que foi assim que as Donas de Casa Desesperadas chegaram.

Agora, 7 anos depois (13 anos em Fairview), depois de vários casamentos e divórcios, vários nascimentos e mortes e um sem fim de peripécias, as Donas de Casa vão embora. Chega a hora de me despedir da Bree, da Gaby, da Lynette e da Lois Lane. (Pois, peço desculpa, mas a Susan não convenceu...)


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Benetton Wedges








(Precisava de por estas imagens online)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tricky English...




Parabéns, minha Tia Bela
és avó outra vez :)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

eu sei que vai ser sempre assim




um beijo para cada uma
com muito amor e saudade

domingo, 4 de dezembro de 2011

50-50

De todos os valores possíveis, de todas as probabilidades contidas no intervalo [0,1] (que, por sinal, é denso), ninguém diria que há uma melhor que outra. Dirão que depende da situação. A de ganhar o Euromilhões é demasiado baixa, a de ter um acidente em casa é demasiado alta. Mas se queremos convencer-nos que vai correr bem, dizemos que a probabilidade de correr mal é muito baixa, e isso satisfaz-nos. Por outro lado, gostamos sempre de apregoar quando há uma grande probabilidade de sucesso.
É isto, gostamos de usar as probabilidades a nosso favor. A bem dizer, gozamos um bocado com elas. O seu uso matemático e objectivo é deturpado, torna-se numa ferramenta psicológica de auto-motivação.

Mas, voltando à vaca fria, sim, há uma pior que as outras. O tão aclamado meio termo, em probabilidade, é uma merda. 50-50. Tanto pode cair para um lado, como para o outro. "No meio está a virtude", sim, mas não aqui. Não quando se trata de um estudo clínico.

Não, não é Anatomia de Grey no miolo. É investigação. Ou cusquice. Como lhe quiserem chamar.

No mês em que fui a Francos (sim, fui a Francos e Francos não deixa ninguém ter sombra de dúvida de que está em Francos. Desde a Rua Direita à Rua Principal, passando pela Rua Particular e pela Rua Central, todas elas são "de Francos". Não fiquem margem para dúvida!), onde já não estava há uma carrada de anos, andei também a planear uma visita. Mas primeiro, Francos.

Uma manhã estranha, com tempo a mais. Ainda circulei lá na zona, mas não encontrei o que queria. Está tudo demasiado diferente. Desisti, recolhi. Isolei-me. De jornal e bolachinha Maria, lá me sentei num banquinho. E os outros foram chegando. Grupos de amigos que vieram juntos, alguns com as Mães. Bastante foleiro, achei eu. Estamos a falar de adultos ou quê? Mas vai daí, se me dessem também essa oportunidade, eu não a agarraria? Com unhas e dentes, com certeza. E talvez tivesse corrido melhor. Talvez. Talvez não tivesse ficado sozinha a ver todos aqueles que tiveram sucesso saírem abraçados a alguém, a comemorar. Talvez tivesse sido amparada. Ou melhor, talvez tivesse alguém a celebrar comigo. Mas não, não foi assim. Saí e fui procurar o meu caminho. Na, agora desconhecida, zona de Francos.

O tempo passa, tudo muda e ainda assim tudo está na mesma.

Ai Burocracia, a quando obrigas! Chegou uma carta. Dos seguros. Agora querem um papel. Um certificado. Começou aqui o planeamento da visita. Pelos vistos, tinha que ir ao IPO. Não queria ir sozinha mas também sabia perfeitamente quem eram as pessoas que não levava comigo. Entre aquelas que detestam hospitais e as que ficariam demasiado emocionais... Lá me decidi e acabou por ser a chave para não ter de lá ir. Isto, agradeço à Carmo. Um telefonema e fiquei esclarecida. Uma (estranhíssima, diga-se de passagem) ida à Avenida de França e, numa questão de horas, ficou "tudo resolvido".

Mas na minha investigação, tentando descobrir onde teria que ir, naveguei à deriva no site daquele sítio. Passei entre os departamentos e os serviços. Encontrei os estudos. Quatro. São neste momento quatro os estudos a decorrer aqui, tão perto, para tentar curar a LLC. E estão lançados os dados para eu começar a disparar hipóteses. "What if...?" E se aqui estivesses. E se entrasses num deles. E se conseguisses o remédio, e não o placebo. "E se a minha avó tivesse rodas era um camião", eu sei.

Esta divagação tem perna curta. Chegando à última pergunta, a estatística deita-me por terra. 50%. Os estudos são cegos. A determinação de remédio/placebo é aleatória.

E portanto, retrocedo. À irreversibilidade do tempo. Volta a mim o peso da solidão. A repetição de imagens que tenho gravadas e das outras que eu inventei. A avalanche de sons, cheiros, memórias, que me invade. Sinto em mim um retrocesso enorme. Quero deixar-me cair e não levantar mais.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011






E por mais lame que isto possa ser, gostava de, um dia, saber ser assim
Como tu



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nice show, nice quote!

There are dreamers and there are realists, in this world. You'd think the dreamers would find the dreamers and the realists would find the realists, but more often than not, the opposite is true. You see, the dreamers need the realists to keep them from soaring too close to the sun. And the realists, well, without the dreamers, they might not ever get off the ground.

Modern Family


Achei que me assentava que nem uma luva...
(Por acaso começo a precisar e não sei das minhas! Oh tristeza!)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

o teu gelado de pêssego continua a ser um sucesso :)
beijo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Caetano

Caetano Veloso chegou até nós muito cedo. Lembro-me de ter para aí 10 anos e circular cá em casa Prenda Minha. A Mãe gostava e nós também. Depois Caetano sumiu, entre tantos outros.

Até que Caetano voltou. 2007. Naquele Verão louco e saboroso, a Isabel tinha no carro dois e apenas dois discos - um do Caetano e outro do Tom Waits. Inevitavelmente, estão agora eternamente associados.

Caetano é a Mãe e Caetano é a Isabel.

E eu hoje descobri que canta isto:


Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

[...]

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

should hurt less

E pronto, aí está. Pela segunda vez em menos de dois anos.
Pela segunda vez dou comigo a pensar, a dizer a mim mesma que havemos de ultrapassar isto e que quando o fizermos, tudo vai ser diferente. A nossa vida vai mudar. Não faz mal, porque nós vamos conseguir. Eu vou mudar, por ela. Vou acalmar, vou estar mais presente e vamos superar isto tudo.

E pela segunda vez, todos os meus planos saem furados, tornam-se obsoletos, ultrapassados.
(Want to make "God" laugh? Tell him your plans...)
Vejo-me obrigada a despedir-me de uma vida que ainda não vivi, de projectos que não concretizei, de alguém que amo desde sempre e que sempre acreditou em mim. Sinto-me a cambalear. A terra treme, desaparecem pilares, foge-me o chão. Estou rodeada de gente mas sinto que as minhas pessoas estão a desaparecer. Sinto um vazio do tamanho dos Sóis que são apagados.

Da primeira vez foi péssimo, mas senti tanta força à minha volta, tantos novos apoios, que acreditei que conseguia andar para a frente.

Agora, um desses apoios foge-me. Quando eu ainda precisava. Muito.

Não é justo. (Eu canso-me de dizer isto mas ainda não aprendi direito...) Também nunca ninguém disse que era, pois não? Não. Não é justo e pronto.


(1 mês no dia em que o grande Freddie faria 65 anos...)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

every minute

Last week I was supposed to be at a wedding.
I wasn't - the bride was missing.
The bride is still missing. And I miss her. Every day, every hour, every minute.

domingo, 28 de agosto de 2011

por favor espreitar a barra lateral

Paperback Writer ou Mariella, gentil e amarela.
Não sei o que é que ela prefere.
Mas para quem procurava a minha irmã, ela está aí.
Feijão esverdeado é o link, Centrifugadora o nome da página.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

mais um para a lista

Estou eu tranquilamente em casa e tocam à porta - é alguém tipo testemunhas de Jeová que quer falar comigo, para saber o que eu acho do que se vai passando na televisão e se acredito que algum governo vá por um termo a isto tudo. Lamento, minha senhora, neste momento não posso conversar consigo.

Mentira, até podia. Mas não me apetece. Já pensei demasiado no assunto, estou um bocado farta de dar voltas à cabeça. Nisto lembro-me que tenho um projecto. E que queria falar contigo sobre ele. Queria ter-te contado o que andava a magicar. Agora já não me apetece magicar nada. Mas fui a Vilar motivada para, ainda que não explorássemos muito o assunto, te comunicar o que ando a fazer. Porque me ajudaste com o currículo. Porque te contei os meus projectos para o próximo ano. Porque acreditei que gostarias de saber e que terias uma palavra de incentivo para me dar. Mas feita parva, vi-te e travei. E depois esqueci-me. E agora, é mais uma das coisas de que me arrependo.

Estou aqui a ver vernizes à minha volta (a Mariana passou "a manhã" a escolher a cor com que ia pintar as unhas) e está-me a apetecer fazer alta mistura. Porque ainda me lembro de umas férias há muito tempo em que tu tinhas uma de cada cor. Adoro-te tanto. Não sei porque é que não me canso de o dizer se quando foi tempo disso não o disse que chegue. Não serve para compensar. Mas adoro-te. Beijos gordos...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mais um poema

What would the dead want from us

Watching from their cave?

Would they have us forever howling?

Would they have us rave

And disfigure ourselves, or be strangled

Like some ancient emperor's slave?

None of my dead friends were emperors

With such exorbitant tastes

And none of them were so vengeful

As to have their friends waste

Waste quite away in sorrow

Disfigured and defaced.

I think the dead would want us

To weep for what THEY have lost.

I think that our luck in continuing

Is what would affect them most.

But time would find them generous

And less self-engrossed.

And time would find them generous

As they used to be

And what else would they want from us

But an honoured place in our memory,

A favourite room, a hallowed chair,

Privilege and celebrity?

And so the dead might cease to grieve

And we might make amends

And there might be a pact between

Dead friends and living friends,

What our dead friends would want from us

Would be such living friends.


James Fenton





Nestes dias pesados, surgem (um pouco de todo o lado)

os mais diversos pensamentos.

Não é minha intenção inundar o submarino com eles.

Mas este em particular agradeço à Vera.

E, apesar de não saber se ainda cá vem,

é na Maria Vasconcelos que penso quando o partilho aqui.

Um abraço a todos




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Foi-se.

Assim do nada, foi-me arrancada. Toda aquela tranquilidade que me inundava, foi-se, agora que já pesa mais de uma semana. Estou aqui, sozinha, com os meus pensamentos e arrependimentos.

Arrependo-me tanto de não te ter ido visitar a Lisboa mais vezes, apesar de tantas promessas. Podíamos ter tantas mais recordações...
Arrependo-me de não te ter dito que já estava a ler "A Espuma dos Dias" (e em francês!!) quando pude. (Ainda não consegui pegar-lhe, já sei o fim...) E de não te ter dado o CD que a Mariana e eu te fizemos. (Está algures lá em casa, não me lembro onde o deixei, nem sei se alguém lhe pegou.)
Arrependo-me de não ter retribuído convenientemente aquela monumental declaração que tu fizeste na piscina. Sempre gostei tanto de ti, sempre foste tão fantástica comigo.

Oh minha Tia, a saudade é uma coisa tão triste...

E agora aqui, sem as tias (nem as que o são desde 1990 nem as que o são desde a semana passada), sem as galinhas, sem Vilar, sem nada...Começo a pensar que nada aconteceu. Quero acordar. Quero descobrir que sim, a tua sombra foi embora mas que tu estás simplesmente sob o Sol do Alentejo. Que ainda vou ser a tua testemunha. Que te vou abraçar mais uma vez.

Vou dormir.

Só este homem e esta música (que eu ainda não consegui compreender de quem é) para me por aqui a chorar que nem um bebé e a escrever....

terça-feira, 9 de agosto de 2011

repost

Já publiquei isto aqui em Setembro 2010. Mas hoje deu-me para vasculhar esta coisa a que chamo o meu blog. E hoje faz tanto sentido que não podia não voltar a trazer isto para a luz do dia...

Do not stand at my grave and weep
I am not there. I do not sleep.
I am a thousand winds that blow.
I am the diamond glints on snow.
I am the sunlight on ripened grain.
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning's hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.
Do not stand at my grave and cry;
I am not there. I did not die.

Mary E. Frye

domingo, 7 de agosto de 2011

Até Sempre!

Tivemos frango de churrasco e batatas fritas.
Pintámos as tuas galinhas de barro da maneira mais azeiteira possível. Ficaram tão giras!
Fizemos um Sticky Date Pudding com Butterscotch Sauce.
Comemos, bebemos, conversámos e rimos. Contigo. Por ti. Graças a ti.

Minha "Tia Bela", parabéns. Pela coragem, pela sabedoria.

O dia de ontem começou chuvoso e eu achei que estava perfeito para a ocasião. Hoje vi que estava errada. Esteve Sol o dia todo e mais adequado não podia ter sido.

Ontem procurei-te. O tempo todo. Em todo o lado. Dei voltas à casa, esperando encontrar-te, ouvir-te atrás de alguma porta, ver-te aparecer "de calças africanas, descalça e de cigarro na mão". Encontrei-te finalmente, hoje, no meio de todos os que te adoram, entre todos aqueles que contribuíram para as tuas galinhas com uma ou duas pinceladas. Sinto-me um verdadeiro cliché mas tu estás e estarás sempre aqui. Enquanto esta malta toda se lembrar de ti. Enquanto os teus projectos forem os nossos projectos. Tu estás aqui.

Gostava tanto que nos tivesses visto hoje. Parecíamos uma família de ciganos. (Uma família meia estranha, como nunca poderá deixar de ser.) Comida e bebida e ateliers de crianças. E foi o velório mais feliz em que alguma vez estive.

Isabel, titia, obrigada. Pelo Verão de 2007. Por tantos abraços em alturas tão difíceis. Por tanta serenidade no meio de tanta loucura. Pela maior declaração de amor que uma sobrinha pode pedir. E por tantas outras coisas.
Pelos "tios" (e "primo", que o Tito "não tem idade para ser tio") que levo daqui comigo. Por nos teres reunido aqui, a família que tu escolheste, no sítio mais perfeito de sempre. Só mesmo tu para conseguir tal proeza.
Obrigada. Podem não ter sido dias maravilhosos, mas foram sem dúvida memoráveis.

Obrigada por Bruxelas. Por seres uma super-tia. Por seres sempre meia louca quando estamos juntas.

Lembro-me de dizeres "a melhor maneira de gastar dinheiro é a viajar!" Pois eu hei de viajar. Quero conhecer África e a Ásia! Quero ir à Broadway e fazer compras na 5ª Avenida. Quero ver o Mundo como tu o viste e perceber o que é que chama tanto por ti lá fora. (Se puder, começo por África, prometo.)

Minha querida tia, gosto tanto de ti! E gosto tanto de todas as memórias que tenho tuas! Sinto um vazio tão grande e ao mesmo tempo sinto-me tão preenchida. Ainda estou à espera que apareças a dizer "enganei-vos". Agora que a tua sombra foi embora, podias voltar tu. Como eu te conheci estes anos todos. A minha tia Isabel.

(Estás fartinha de saber que não acredito nestas coisas, mas dá-me algum conforto fazer de conta. Tu já sabes que eu não fecho bem a mala... Faz-me um favor - se por acaso vires a minha Mãe, manda-lhe um beijinho e diz-lhe que eu tenho imensas saudades! Divirtam-se, não gozem muito connosco e já agora, se não for pedir muito, manda ventos bons à Avó...)

Olha só para as tuas galinhas!

Até sempre Isabel!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

o teu dia de anos / deathly hallows part 2

Almocei no indiano. Não, não foi no Sr. Kamal. Devia ter sido, mas não foi. Foi no Thali, na Rua da Fábrica. (As coisas que eu agora conheço!) E não, não é tão bom como o Sr. Kamal.
O maldito "superior" é assim, agora estudo no teu dia de anos! Passei "a tarde" com a Lara. Dei cabo das unhas. Mas "valeu a pena", acho que me safei no exame.
Jantei no Joshua. Só aí me apercebi que comi o que era tradicional tu comeres. Sorri sozinha.
Finalmente, remate do dia (que foi enorme e no entanto coube em tão poucas linhas), "Harry Potter and the Deathly Hallows, Part 2".
Foi lindo, adorei e ias adorar. (Muito melhor do que a estreia que vimos nos teus anos em 2007, a Ordem da Fénix. Lembro-me tão bem desse dia...)
Ainda bem que partiram o livro em 2 partes para fazer os filmes. Foi, de longe, o mais fiel de todos! E a McGonagall partiu tudo! Foi fantástico.
Chorei, tal como sei que tu terias chorado. (É verdade, voltei ao ponto em que choro nos filmes, talvez mais do que o necessário. Mas eu gosto de chorar nos filmes. "Oh Captain, my Captain" ainda me dá arrepios.) Tentei conter-me mas reparei que não valia a pena, ouviam-se fungadelas de todas as direcções.
E assim acabou a nossa saga. Com aquele piroso "19 anos depois" (que, com a sua banda sonora extremamente bem escolhida, me deixou a chorar, claro!). A nossa saga que começou há 12 anos. E eu lembro-me como se fosse hoje, sem precisar de Vira-Tempos nem de Pensatórios.
Como de tantas outras coisas.